quarta-feira, 14 de outubro de 2009

by Arthur, Gabriel e Diogo

O picapau e o esquilo

O esquilo morava em uma grande árvore, mas tinha um picapau que não deixava ele em paz. Então o esquilo tramou muitas armadilhas.

No dia seguinte, o picapau veio, mas então esquilo jogou um balde de água no picapau.

O picapau disse: -Você vai ver!

O esquilo riu e entrou na sua casa.

No dia seguinte, ele foi procurar comida para comer. Muitas armadilhas amarraram ele.

O esquilo gritou: -Aaaaaah, me tirem daqui!

Apesar disso, o picapau o libertou, e disse: -Você caiu! Há há há há há...

Moral: O feitiço virou contra o feiticeiro.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

FRIDAY NIGHT (ou a calada noite preta)

Achegamos a noite, quiçá umas 22, 23 horas...

Deserta estava a urbe. Sombria, frígida, desinteressante, exceto pelo sempre exuberante panorama da ponte e pelo “bucolismo sentimental” do cais do porto, igualmente submerso no breu da noite.

Do mesmo modo se realçava na noite negra uma graúda meia lua inteira, minguante, abrolhando no céu em dimensão avantajada... A lua brota em tamanho avantajado por que, da nossa retina até ela, ao surgir no horizonte, se sobrepõe muito mais extensão de atmosfera, o que gera uma agradável impressão de amplificação do volume, somando ficticiamente ao que realmente sucede. Bobagem técnica sem utilidade prática!

Após as visitas parentais de praxe, esquadrinhamos a cidade na mira de algum recinto para comer e beber, e talvez dançar um pouco...

O breu da noite escura como que absorvera a movimentação noturna, sugara as pessoas, os bares, os clubes... Tudo estava laconicamente calado.

Prá onde ir?

Já abancava aquela resignação de “ter que ir dormir cedo” numa sexta feira, sem compromissos no outro dia, quando encontramos uma casa noturna aberta...

Seria então a solução de nossos momentâneos problemas!

Mas nada poderia ser tão simples assim...

-Cartões de crédito? -Não aceitamos nenhum...

-Cartões de débito? -Também não...

-Terminal para saque eletrônico naquele horário? -Não há. Estão fechados e somente funcionam até as 22 horas...

Com uma única folha no maldito talão de cheques, além de 12 contos de réis ainda restantes no bolso, entramos no bar.

Composição muito boa, palco “elevado”, som de boa qualidade – repertório e sonoridade – cerveja “estupidamente gelada”... Bons presságios para uma noite de sexta...

Vamos comprar uma cerveja então...

-Cartões? –Não, não...

-Nenhum, infelizmente!

-Mas e aquela máquina ali? –É do restaurante que funciona aqui durante o dia!

-Aqui trabalhamos mediante a compra de “tickets”, cada compra tem que ser paga no ato...

Retruco que só tinha uma folha de cheques, que os terminais estavam todos fechados naquela hora, e que não aceitavam nenhum cartão... Nem crédito, nem débito... Nada!

Aludo então que anotassem o consumo, e que ao encerrar a noite, preencheria o cheque maldito com a importância total consumida... Algo lógico, prático, que resolveria o problema de todos...

“Cara” torcida e retorcida... Alguma (muita) hesitação...

Proposta aceita!!!!

Finalmente!

Poderíamos calma e tranquilamente “curtir” um pouco...

E verdadeiramente “curtimos” um pouco... Algumas pessoas há muito não vistas, benquistas e que alegram a alma, outras malquistas e que desgostam a alma, mas unanimidade é algo improvável...

Som de qualidade, boas músicas, repertório variado, rock, pop, reggae...

Creedence Clearwater Revival tocando na vitrola... Uma verdadeira surpresa para os ouvidos... Aqui, neste lugar provinciano, um tanto retrógrado e “careta”, conservador (ainda que novos ventos soprem, mais parece delicada brisa litorânea), ouvir Creedence por estas bandas, em um bar/boate/casa noturna é “de cair os butiá do bolso”.

Mas como acontece nas histórias, quando a “temperatura” estava subindo, quando a festa realmente estava fazendo folia em nossas vidas...

INICIA O PAGODE!

Todo pagode é ruim, mas mal tocado, mal cantado é de amargar a alma.

E fomos embora! Procurar aquela linda meia lua inteira que, já por estas horas, alta no céu escuro da fronteira, não estava mais tão grande!

sábado, 10 de outubro de 2009

EROS & PSIQUEEEEEEEEEE

    Conta a lenda que dormia Uma Princesa encantada A quem só despertaria Um Infante, que viria De além do muro da estrada.

    Ele tinha que, tentado, Vencer o mal e o bem, Antes que, já libertado, Deixasse o caminho errado Por o que à Princesa vem.

    A Princesa Adormecida, Se espera, dormindo espera, Sonha em morte a sua vida, E orna-lhe a fronte esquecida, Verde, uma grinalda de hera.

    Longe o Infante, esforçado, Sem saber que intuito tem, Rompe o caminho fadado, Ele dela é ignorado, Ela para ele é ninguém.

    Mas cada um cumpre o Destino Ela dormindo encantada, Ele buscando-a sem tino Pelo processo divino Que faz existir a estrada.

    E, se bem que seja obscuro Tudo pela estrada fora, E falso, ele vem seguro, E vencendo estrada e muro, Chega onde em sono ela mora,

    E, inda tonto do que houvera, À cabeça, em maresia, Ergue a mão, e encontra hera, E vê que ele mesmo era A Princesa que dormia.

    Fernando Pessoa

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

ovelha negra...

Era uma vez um país onde todos eram ladrões. À noite cada um dos habitantes saía com uma gazua e uma lanterna para ir saquear a casa de um vizinho. Ao regressar de madrugada carregado encontrava sua casa saqueada. E todos viviam em concórdia e sem briga porque um roubava do outro e este a outro e assim sucessivamente, até chegar ao último que roubava o primeiro. Nesse país o comercio só se praticava de forma suspeita com corrupção, tanto por parte do que vendia como do que comprava. O governo era una associação criada para delinqüir em prejuízo dos súditos. E por seu lado os súditos só pensavam em fraudar o governo. A vida transcorria sem tropeços e não havia nem ricos nem pobres. Não se sabe como apareceu no país um homem honrado. À noite, em lugar de sair com a bolsa e a lanterna, ficava em casa fumando e lendo romances. Chegavam os ladrões, viam a luz acesa e não subiam. Isto durou um tempo; depois o fizeram entender que se ele queria viver sem fazer nada não era uma boa razão para não deixar fazer aos demais. Cada noite que passava em casa era uma família que não comia no dia seguinte. Diante destas razões o homem honrado não podia ir contra. Também ele começou a sair pela noite para regressar com a Alba; Mas não ia roubar. Era honrado, não havia nada que fazer. Ia até a ponte e ficava olhando a água passar. Voltava par casa e a encontrava roubada. Em menos de uma semana o homem honrado ficou sem um centavo, sem ter o que comer e com a casa vazia. Mas até aí não havia nada a dizer por que era culpa sua; o mal era que com esse modo de proceder nascia uma grande desordem. Porque ele se deixava roubar e, no entanto, não roubava ninguém; de modo que havia alguém que ao regressar encontrava sua casa intacta, a casa que ele deveria ter assaltado. Certo tempo depois, os que não eram roubados chegaram a ser mais ricos que os outros e não quiseram continuar roubando. Por outro lado os que iam roubar a casa do homem honrado a encontravam sempre vazia; de modo que voltavam sem nada, pobres. Entretanto, os que ficaram ricos se acostumaram também ir até a ponte à noite para ver a água correr. Isto aumentou a confusão, porque acabou que muitos outros ficaram ricos e muitos outros ficaram pobres. Mas os ricos viram que, indo de noite à ponte, em pouco tempo voltariam a ser pobres e pensaram: “Paguemos os pobres para que eles saiam roubando por nossa conta". Foram firmados contratos, se estabeleceram os salários, as porcentagens. Naturalmente continuavam ladrões e tratavam de enganarem-se uns aos outros. Mas, como sói suceder, os ricos se faziam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Havia ricos tão ricos que já não tinham necessidade de roubar ou de fazer roubar para seguir sendo ricos. Mas se deixavam de roubar voltavam a ser pobres porque os pobres lhes roubavam. Então, pagaram aos mais pobres dos pobres para defender dos outros pobres suas próprias casas e assim foi como instituíram a Policia e construíram os cárceres. Poucos anos depois do advento do homem honrado já não se falava de roubar ou de ser roubados, mas de ricos ou de pobres e, no entanto, todos continuavam sendo ladrões. Honrado só havia existido aquele Fulano e não demorou a morrer de fome. 








 

ERNESTO

"Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados".

ERNESTO!!

ERNESTO

Caia el mes de octubre, sobre tierra Boliviana. Llorava la mañana sobre su balcón, también llorava el hombre quelucho junto a su vida, por el pan de cada dia, que aquel dia le faltó. Sonaran las metrallas, alguien grita Ernesto, su cuerpo fue en silencio, que se apagó en la ciudad. Cuando el débil enimigo, cortó su pulgar derecho, pero comprobó con su muerte, al Che Guevara podrian capturar. Adiós hermano mio, adiós hermano Ernesto que lloro y al pueblo, el que te ayudó a luchar! Cuando se abren las puertas del país Americano, seremos hermanos, con una misma libertad. Cuando se abren las puertas del país Americano, seremos hermanos, con una misma libertad, libertad. Libertad!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

para todos los padres....

El Tata está viejo,
lo "vide" esta noche
armar su cigarro con dificultad,
el pucho encendido
temblaba en sus labios
como un tucu-tucu
en la oscuridad.
Ya no se levanta
a matear temprano,
no cruza al galope,
va al trote nomás...
se pasa las horas
junto a la tranquera
mirando el camino
pasar... y pasar...
Recuerdo a mi Tata
en sus años mozos,
fuerte como un tala,
como un ñandubay!
Hoy parece un sauce,
'ta "tuito" encorvado,
qué pena si un día
me llega a faltar.
El Tata está viejo,
si un día ha de irse,
que ni se dé cuenta,
al tranquito nomás...
Diosito te pido
que apagues su vida
cual se apaga un pucho,
solo sin pitar

terça-feira, 15 de setembro de 2009

TODO CAMBIA...Y yo? También... AGUARDEM!!!!!!!!!

Cambia lo superficial Cambia también lo profundo Cambia el modo de pensar Cambia todo en este mundo

Cambia el clima con los años Cambia el pastor su rebaño Y así como todo cambia Que yo cambie no es extraño

Cambia el mas fino brillante De mano en mano su brillo Cambia el nido el pajarillo Cambia el sentir un amante

Cambia el rumbo el caminante Aúnque esto le cause daño Y así como todo cambia Que yo cambie no es extraño

Cambia todo cambia Cambia todo cambia Cambia todo cambia Cambia todo cambia

Cambia el sol en su carrera Cuando la noche subsiste Cambia la planta y se viste De verde en la primavera

Cambia el pelaje la fiera Cambia el cabello el anciano Y así como todo cambia Que yo cambie no es extraño

Pero no cambia mi amor Por mas lejo que me encuentre Ni el recuerdo ni el dolor De mi pueblo y de mi gente

Lo que cambió ayer Tendrá que cambiar mañana Así como cambio yo En esta tierra lejana

Cambia todo cambia Cambia todo cambia Cambia todo cambia Cambia todo cambia

Pero no cambia mi amor...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de SETEMBRO - uma data histórica para nós, latinoamericanos não controlados pela mídia estadunidense e seus pseudópodos!!! "GRIFE, para ler!!!"

Chile - 11 de Setembro de 1973

Salvador Allende A 11 de Setembro de 1973 o regime democrático chileno caiu e uma sangrenta ditadura foi instaurada. Augusto Pinochet, o rosto da ditadura militar responsável pela morte de mais de 3.000 pessoas e um número ainda não apurado de desaparecidos, morreu no final de 2006. Passados estes 34 anos, publicamos um notável artigo da Revista brasileira Veja sobre os acontecimentos. A nossa Memória também se faz com a Memória dos outros: Violência e golpe em Santiago Como a sangrenta subida ao poder dos militares chilenos liquidou Allende e seu socialismo "Tencha, a situação tornou-se grave. A Marinha se sublevou." (Telefonema de Allende a sua mulher, "Tencha", às 7h40 de terça-feira, em Santiago.) "Ramón, a situação é gravíssima." (Telefonema de Allende ao embaixador do Chile em Buenos Aires, Ramón Huidobro, às 10h30 de terça-feira.) Pela razão ou pela força, ensina a divisa do emblema nacional do Chile. "Como é claro e azul teu céu", canta o Hino Nacional. Finalmente, após três anos de inviabilidade política, 45 dias de paralisação econômica e a exaustão de todas as combinações partidárias que ainda seria possível imaginar, os símbolos do país conduziram ao golpe. Na manhã da última terça-feira, o céu brilhava claro e azul em Santiago, e a razão nada mais podia. Restava a força, e ela foi empregada com uma severidade inédita na história recente da América Latina. A gravidade que o presidente Salvador Allende anunciava em seus últimos e dolorosos telefonemas não poderia ter sido mais verdadeira. Pouco depois ele estava morto, a sua "experiência socialista" no Chile sepultada, e o continente, em estado de choque, assistia ao que foi provavelmente seu golpe militar mais violento desde a derrubada de Perón na Argentina, dezoito anos atrás. "Não vou renunciar. Pagarei com a minha vida a liberdade do povo. Tenho certeza de que meu sacrifício não será em vão. Este é o meu testamento político." Do Palacio de la Moneda, no coração de Santiago, cercado por tanques, soldados e carabineiros, a voz cansada de Allende falava pela última vez aos chilenos, pelas ondas da Radio Magallanes, a emissora comunista. Era quase meio-dia, relata a enviada especial de VEJA a Santiago, Dorrit Harazim, e os jatos da Fach, a Força Aérea Chilena, que acabariam reduzindo a escombros os salões presidenciais, já roncavam nos céus da capital. Selava-se, nesse instante, o destino de Allende e de seu Chile socialista, com uma furiosa explosão de violência que em 48 horas de fogo cerrado pulverizou o governo de esquerda e deixou milhares de mortos através do país. Augusto Pinochet No final da semana, com os últimos focos de resistência aparentemente postos fora de combate, a Junta Militar que deu o golpe e rege com poderes praticamente absolutos os destinos de 10 milhões de chilenos dava mostras de estar solidamente entrincheirada no poder. Na falta de um palácio presidencial - o existente não oferece condições de habitabilidade, depois do tratamento que recebeu terça-feira - a Junta instalou-se no Ministério da Defesa para um governo de duração ainda desconhecida. Seus quatro membros - general Augusto Pinochet, do Exército, o chefe supremo, almirante Toribio Merino, da Marinha, brigadeiro Gustavo Leigh, da Aeronáutica, e general Cesar Mendoza, do Corpo de Carabineiros - e seu Ministério de seis generais - dois contra-almirantes, um vice-almirante, dois coronéis, um brigadeiro e dois civis - contam, basicamente, com um compromisso: incinerar todos os vestígios possíveis do falecido governo da Unidade Popular. CARRO TROCADO - O regime esquerdista, asfixiado por uma lenta agonia, entraria finalmente em coma na manhã da terça-feira da semana passada. Desde o início, o dia não prometia nada de bom para Salvador Allende. Às 7 horas ele deixou sua casa no número 200 da rua Tomás Moro, no bairro de Las Condes, mas não conseguiu completar o trajeto até o Palacio de la Moneda no seu Fiat 600, placa BF-80: no meio do caminho, por razões de segurança, teve de trocar de condução, passando para um tanque preto e branco do Corpo de Carabineiros. A precaução, motivada por rumores de uma iminente rebelião na Marinha, logo se revelaria bem fundamentada. As 7h30, 10 minutos após o seu marcial desembarque no palácio, Allende recebia a confirmação da notícia - num momento em que, por via das dúvidas, já estava escrevendo um discurso para denunciar o assédio ao governo. O levante tinha ocorrido no porto de Valparaíso, a partir da base naval comandada pelo truculento almirante Merino, e Allende iniciou imediatamente um discurso pelo rádio, com a esperançosa declaração de que em Santiago as tropas "estavam aquarteladas". Na verdade, já se tratava do feroz movimento que iria depô-lo algumas horas mais tarde, e o presidente, após concordar com alguns assessores que seu governo estava à "beira do precipício", telefonou para sua mulher Hortencia "Tencha" Bussi proibindo-a de sair de casa: "Eu vou ficar aqui. Você permanece em Tomás Moro". Pouco depois das 8 horas Allende faria sua última aparição em público. Apressado, parecendo tão curioso com a crescente movimentação militar em torno de La Moneda quanto os surpresos transeuntes que começavam a se concentrar nas redondezas, o presidente emergiu na janela de sua sala de despachos para espiar rapidamente os tanques que ronronavam a seus pés, na Plaza de la Constitución. A última imagem de Allende em vida ficou gravada em poucas fotos e alguns pés de filme: de casaco esporte, sem gravata, ele deu um aceno para os poucos que estavam na praça e sumiu no interior do palácio, de onde só sairia morto. 'TENDO EM CONTA...' - A essa altura, contingentes inteiros em farda de combate eram despejados do prédio do Ministério da Defesa, vizinho a La Moneda, soldados começavam a tomar posição nos jardins da Plaza Bulnes e outras ruas adjacentes, e os tanques apertavam seu cerco em torno do palácio. Por volta das 8h30 finalmente a população tomou conhecimento pela primeira vez da existência de uma Junta Militar de governo. Uma voz que se tornaria extraordinariamente familiar para toda a nação, no decorrer das 48 horas seguintes, anunciou pelo rádio o "bando" número 1, primeiro comunicado de uma prolífica série enumerada e expedida pela Junta. O tom era inconfundível. "Tendo em conta a gravíssima crise..." "...as Forças Armadas e os Carabineiros decidem que o presidente deve entregar imediatamente seu cargo às Forças Armadas e aos Carabineiros". Pelo manual latino-americano do golpe de Estado a história poderia ter perfeitamente acabado aí: o presidente, sem cacife militar para continuar no jogo, toma o rumo do exílio, e os golpistas se instalam no palácio. Desta vez, entretanto, nada correu de acordo com esses consagrados usos e costumes. Allende tomou a raríssima decisão de não se entregar, e o golpe deixou a órbita do folclore para encaixar-se no das grandes tragédias políticas. Enquanto a Junta tratava de se apoderar rapidamente de todas as rádios disponíveis e motoristas retiravam com manobras apressadas os carros que acabavam de estacionar no centro da cidade, o presidente chileno começava a viver o ato final de seu governo e de sua existência. De fato, às 10h30 em ponto - após ter silenciado um discurso de Allende pelo rádio, feito vôos rasantes sobre La Moneda e ocupado os principais pontos de Santiago -, a Junta anunciou um ultimato: se o presidente não se rendesse em 30 minutos o palácio seria bombardeado pela Força Aérea. As 11 horas, quando vencia o prazo, o vasto portão principal de La Moneda foi aberto sob a mira dos tanques instalados na Plaza de la Constitución. E os jornalistas que testemunhavam a cena pelas frestas de janelas do Hotel Carrera - posteriormente transformado em ímã para todo tipo de tiros - viram surgir, silenciosamente, os primeiros pares de braços levantados, com um lenço branco de rendição nas mãos. Ao todo, foram 27. E, entre eles, estava o infeliz general José María Sepúlveda, derrubado pelo levante militar de seu cargo de diretor-geral do Corpo de Carabineiros. Como seus companheiros de rendição, Sepúlveda não carregava o passaporte do golpe: um lenço cor de laranja distribuído nas primeiras horas da madrugada a todos os membros do Exército, para evitar que esquerdistas se infiltrassem em suas fileiras, usando uniformes roubados nos dias anteriores. PIQUES PRECISOS - "Mas Salvador Allende não se encontrava entre as figuras quietas, dramáticas, que desfilavam com a cabeça erguida pelo asfalto da rua Teatinos, até desaparecerem de nossas vistas", relata Dorrit Harazim, uma das testemunhas instaladas no Hotel Carrera. A voz do presidente ainda seria ouvida mais uma vez, na última transmissão clandestina da Radio Magallanes. Pouco depois, ao meio-dia, com 60 minutos de atraso sobre o ultimato e quando já se começava a descartar a possibilidade de sua execução, dois jatos Hawker Hunter da Fach surgiram sobre Moneda e, em piques precisos, lançaram as primeiras duas bombas de 50 quilos sobre o palácio presidencial. Nos prédios vizinhos, relata a enviada especial de VEJA, a terra tremeu, as vidraças se estraçalharam, os lustres despencaram do teto. Através da fumaça e da poeira que os dois jatos deixaram em seu rastro, contudo, podia-se ver La Moneda ainda intacto. Segundos depois, com meticulosidade cronométrica, seguiram-se uma segunda, uma terceira, uma quarta dose de bombas de 50 quilos. Apenas na quinta vez o cinzento, maçudo palácio construído em 1786 se rendeu a fogo. E às 12h30, completada a missão de quinze bombardeios, as chamas finalmente se apossavam de todos os cinco janelões da ala direita, enquanto as primeiras labaredas rompiam o teto e passavam a arder em céu aberto. Último símbolo de um Chile em extinção, a bandeira hasteada no mastro central do palácio ainda sobrevivia intacta. Mas não por muito tempo. No lugar dos bombardeios aéreos, catorze tanques e dezenas de canhões, bazucas, morteiros, metralhadoras e fuzis passaram a atirar ferozmente contra o palácio, em salvas que se alternavam a cada 2 ou 3 minutos. Como não se pôde perceber, em momento algum, qualquer resistência vinda de dentro do palácio, todo esse dilúvio de fogo foi se tornando progressivamente incompreensível. E pouco antes das 14 horas, com o que restava da bandeira colado ao metal derretido do mastro, o portão frontal lembrando uma caverna, os balcões iluminados pelo fogo e o miolo do palácio às claras com o desabamento parcial do teto, era impossível imaginar que houvesse sobreviventes. PONCHO BOLIVIANO - Havia sobreviventes, mas não o principal deles - ao entrarem finalmente no palácio, os soldados encontraram o corpo de Salvador Allende caído sobre um divã no segundo andar, ao lado de uma poça de sangue e uma metralhadora com a inscrição: "A seu amigo e companheiro de luta Salvador, Fidel Castro". Quatro horas e meia depois, às 18h30, colocado numa maca e coberto por um modesto poncho boliviano, o cadáver do presidente era carregado para fora de La Moneda e desaparecia numa autópsia militar (um pedido de autópsia regular, feito pelo Partido Democrata Cristão, foi sumariamente ignorado pela Junta) e numa cerimônia semi-secreta de sepultamento no dia seguinte, na vizinha estância balneária de Viña del Mar. Como morreu Allende? Até a sexta-feira os fatos ainda estavam nebulosos, mas nesse dia um relato da Agência Latina, obtido junto às quinze últimas pessoas que viram Allende vivo, indicava que o presidente tinha se suicidado e esclarecia as dramáticas 7 horas vividas em La Moneda entre 7 da manhã e 2 da tarde da última terça-feira. Segundo este relato, Allende teria recusado quatro ofertas de rendição feitas pelos militares através do telefone - na primeira delas, inclusive, o general Pinochet teria lhe garantido um avião e salvo-condutos para ele, sua família e assessores. "Não faço acordo com traidores", disse Allende a Pinochet, no primeiro telefonema, por volta de 9 horas. Com um capacete de aço na cabeça, calças escuras e um suéter branco, o presidente se empenharia nas horas seguintes em afastar para fora do palácio o maior número possível de pessoas - especialmente um grupo de mulheres, entre as quais sua filha Beatriz. Ao ponderar que cairia em poder dos golpistas ao deixar o palácio, podendo tornar-se assim um instrumento de chantagem para a rendição, Beatriz ouviu do pai a frase solene: "Se você for feita refém, serei eu quem pedirá que a matem. Não vou me render". POR ÚLTIMO - Mas Beatriz não foi feita refém, nem executada - juntamente com sua irmã Isabel e sua mãe "Tencha", acabou encontrando refúgio na Embaixada do México, de onde seguiria para Cuba, após ter saído de La Moneda. Dentro do palácio, Allende vivia seus instantes finais. Às 11h30 recusou uma última oferta do insistente general Pinochet e suportou em silêncio com um pequeno grupo de amigos e guardas pessoais o bombardeio aéreo e terrestre que arrasava o prédio. Às 13 horas o secretário de Imprensa Augusto Olivares resolveu matar-se com um tiro na cabeça. Pouco depois um grupo de quatro sitiados saiu para negociar sem sucesso uma suspensão do fogo (os militares, alegando a presença de franco-atiradores nas redondezas, não aceitaram a proposta). Às 13h45, encerrado finalmente o bombardeio, um pelotão de infantaria conquistou o palácio, entrando pela porta da rua Morande, número 80. Enquanto os soldados davam seus primeiros passos dentro de La Moneda, Allende dava suas últimas ordens como presidente da República. Instalado no segundo andar, ele mandou que seus remanescentes companheiros descessem e se entregassem ao pelotão, a essa altura já no andar de baixo. "Deixem as armas, levantem as mãos e rendam-se ao Exército", disse Allende. "Eu vou sair por último." Por volta das 14 horas, quando começavam a descer a escadaria para render-se, os guardas pessoais ouviram um disparo de metralhadora no andar de cima: Allende, conclui o relato, acabava de se suicidar. CASA SAQUEADA - A partir daí, um novo mistério - o destino dado ao corpo do desafortunado presidente - viria se somar à espessa nuvem de dúvidas que envolveu Santiago nas primeiras 48 horas após o golpe. A questão acabaria sendo respondida na sexta-feira por Hortencia "Tencha" Allende, ao relatar a saga que viveu desde o momento em que recebeu o primeiro telefonema de seu marido, na manhã de terça-feira, até asilar-se na Embaixada do México, no fim do dia seguinte. "Tencha", cujas relações com o marido andavam atribuladas nos últimos tempos - segundo o comentário corrente em Santiago, os dois continuavam a viver juntos mais para manter as aparências - mal tivera tempo de retornar de uma viagem ao exterior quando se viu envolvida no drama que a deixaria viúva e quase lhe custava a própria vida. A mulher de Allende voltara no domingo do México e, por volta de 11h30 de terça-feira, após três horas de angústia na sua residência da rua Tomás Moro, começou a viver uma aventura inédita: aviões passaram a bombardear sistematicamente a casa, que depois de semidestruída acabou sendo saqueada. "Os aviões lançavam seus foguetes e depois voltavam às suas bases para reabastecer", contou Hortencia Allende. "Havia cheiro de pólvora, fumaça, destruição..." Numa interrupção dos ataques, ela conseguiu fugir da casa através de um colégio de freiras que existe no fundo e dali, sem ser seguida, correu para esconder-se na casa do economista Felipe Herrera, morador das vizinhanças. Era o momento em que, em La Moneda, Salvador Allende se preparava para morrer. No dia seguinte, "Tencha" teve de enfrentar a dura prova do sepultamento. Convocada inicialmente a um hospital militar, recebeu os pêsames de um general e em seguida foi levada à base aérea militar do Grupo 7, onde um avião estava à sua espera. "Imaginem o que vi", relatou Hortencia Allende. "Um ataúde, no meio do avião, coberto com uma manta militar..." Acompanhada de dois sobrinhos, uma cunhada e diversos oficiais, "Tencha" voou então para Viña del Mar, onde seria realizado o sepultamento de Allende, no jazigo familiar do cemitério Santa Inês. O avião pousou na Base Aérea de Quinteros, o esquife foi colocado num furgão e o pequeno grupo rumou apressadamente para o cemitério. Em nenhum momento, contou a mulher de Allende, os militares deixaram que ela visse o corpo de seu marido alegando, sem maiores detalhes, que o caixão estava soldado. "Salvador Allende não pode ser enterrado de forma tão anônima", gritou ela a um dos oficiais. Mas foi. "Tencha" não pôde fazer mais do que jogar umas flores sobre o ataúde, para logo ser embarcada de volta a Santiago e a um asilo na Embaixada mexicana. Nas últimas horas tinha ficado viúva, sua filha Beatriz partira para Cuba e sua casa era um monte de ruínas. CORDÕES - Além da residência de Allende, houve outros alvos de bombardeios. A Embaixada de Cuba, onde teria morrido, ao tentar asilar-se, o líder mais radical e polêmico do Partido Socialista, Carlos Altamirano, também foi atacada. A sede do Partido Comunista foi arrombada e invadida a tiros, e presos seus 23 ocupantes. E segundo uma lista publicada no "El Mercurio" de quinta-feira - único jornal a circular, juntamente com o tablóide "La Tercera de la Hora" - até as 16 horas do dia anterior as Forças Armadas haviam ocupado mais de vinte pontos esquerdistas de Santiago, em grande parte para "reduzir extremistas armados". Enfim, havia alguma resistência. No dia do golpe e nos dois seguintes, ainda se ouvia o matraquear de metralhadoras e dos disparos de fuzis dos soldados tentando liquidar franco-atiradores instalados nos telhados de edifícios de vários pontos da capital. O distante som de bombardeios prolongados em locais diferentes indicava que havia combates mais duros. Houve batalhas de uma violência desconhecida pelos chilenos, nas tomadas da Universidade do Chile e da gigantesca fábrica de tecidos Sumar, estatizada por Allende e um dos bastiões principais da militância governista. Mas uma resistência generalizada, proporcional ao poderio militar empregado pelas Forças Armadas, jamais existiu. A combatividade de uns poucos, na verdade, esbarrou na força dos canhões e dos tanques. Mais que isso, os "cordões allendistas" não contavam realmente senão com raros e esparsos elos. No Chile, além dos protagonistas da resistência vã, poucos acreditavam nela. No exterior, porém, jornais afirmavam em manchetes que o general Carlos Prats, ex-comandante do Exército, apóstolo da legalidade, amigo pessoal de Allende e esperança derradeira das esquerdas, assumira o comando da resistência e marchava do sul para Santiago. Na sexta-feira, o próprio Prats, de paletó esporte e gola rulê, rosto abatido e mãos sob a mesa, afirmava na televisão jamais ter participado de atividades públicas desde que se afastou do comando do Exército e do Ministério da Defesa. E revelou sua intenção de abandonar o Chile, o que fez no sábado, quando se retirou para a Argentina. COMUNICADOS - A primeira noite do Chile sob nova tutela acabou sendo de insônia nacional. Todas as comunicações com o exterior estavam cortadas. As fronteiras com o Peru e a Argentina, fechadas. E as contas bancárias dos residentes no país, congeladas por tempo indeterminado, dificultando ainda mais eventuais tentativas de fuga. A normalmente escassa comida praticamente desapareceu. Coroando tudo, reinava a mais absoluta ignorância do que se passava no país, nas cidades, na casa vizinha. Na quarta-feira, o "El Mercurio" e "La Tercera", embora tivessem rodado na noite anterior, não puderam circular, pois a Junta Militar se esqueceu de que, por causa do rigor exigido no acatamento ao toque de recolher, os dois jornais não poderiam ser distribuídos. E, se o fossem, não poderiam ser comprados. A sucessão contínua de comunicados oficiais, longe de esclarecer, desconcertava ainda mais. Quando, durante o toque de recolher, rádio e televisão anunciavam que os parentes daqueles que morreram estavam autorizados a dirigir-se a um lugar determinado para cuidar dos sepultamentos, a incerteza quanto ao número de mortos crescia. No sábado, defronte ao Ministério da Defesa uma fila dava volta ao quarteirão. Era pessoas tentando obter notícias sobre mortos e desaparecidos. "A cifra de 10.000 mortos é exagerada", disse um funcionário. De qualquer forma, soa como bastante sintomática. Por outro lado, ao ser transmitida a ordem de apresentação às autoridades militares para 23 estrangeiros radicados no país - entre eles dois brasileiros e um jornalista boliviano morando em Buenos Aires há mais de seis meses - instalou-se o pânico entre as comunidades estrangeiras mais comportadas, e não apenas entre os 14.000 latino-americanos (dos quais 1.200 brasileiros) residentes no Chile. O pânico não era injustificado. Em sua determinação de "extirpar o câncer marxista", a Junta advertiu que as empresas jornalísticas que divulgassem informações não confirmadas pelo novo governo seriam "inapelavelmente destruídas". A caça aos seguidores de Allende começou imediatamente, com os militares apelando à população para denunciar a existência de arsenais clandestinos e solicitando colaboração para a captura de dirigentes da Unidade Popular. REALISMO - Alguns, como o ex-ministro da Defesa e do Interior, José Tohá, o ex-chanceler Clodomiro Almeyda e seu irmão, Jaime, ex-ministro da Agricultura, e Orlando Letellier, ex-embaixador nos EUA, foram intimados a apresentar-se às autoridades militares. A não-apresentação, dizia a intimação divulgada pelo rádio, significaria "uma transgressão, com as conseqüências fáceis de se prever". Tohá e Almeyda acataram a ordem imediatamente. Outros demoraram algumas horas. Talvez nenhum tenha sido de realismo mais surpreendente do que o líder comunista Jorge Godoy. Numa entrevista televisionada, ele declarou, ainda na noite de quarta-feira: "Sou casado, tenho quatro filhos, fui dirigente sindical durante vários anos e ocupei até este momento, por 58 dias, o Ministério do Trabalho. Espero que o país, neste momento tão grave, possa normalizar sua vida". Logo começaram, também, as manifestações de apoio incondicional por parte do Partido Nacional, da Confederação dos Transportes e Cargas, agricultores, comerciantes, pequenos e médios industriais, médicos, advogados e engenheiros. O presidente da Corte Suprema, Enrique Urrutia Manzano, manifestou sua "mais íntima satisfação" em nome da administração da Justiça "pelo propósito do governo militar de respeitar as decisões do Poder Judiciário". Apesar da guerra, e do conceito que os chilenos fazem de si mesmo, de que não são "tropicales", o tropicalismo transpareceu em alguns episódios. Numa boate em que quatro jovens marxistas confessas ficaram retidas durante 52 horas devido ao toque de recolher, os soldados que intermitentemente surgiam à procura de esquerdistas eram recebidos com rodadas de presunto, pão e café. A uma delas, inconformada com essa extemporânea manifestação de coexistência pacífica e dizendo-se "inimiga dos golpistas até a morte", um soldado respondeu: "Respeito seus ideais, senhorita, mas lhe asseguro que este golpe de Estado é para o bem de todos". SEMI-REMORSOS - A violência com que foi desfechado o golpe, contudo, causava espanto até mesmo entre os adversários do governo deposto. O próprio senador Eduardo Frei, líder da linha mais conservadora da Democracia Cristã e favorável a uma intervenção militar, confidenciou a um alto funcionário das Nações Unidas em Santiago, ao ver as coisas consumadas, que jamais teria suspeitado que o golpe ocorreria de maneira tão brutal. Esses semi-remorsos, porém, não impediram que, ainda na noite de terça-feira, seu partido, juntamente com o Nacional, manifestasse total apoio à Junta, sob o argumento de que "as Forças Armadas não buscaram o poder, e sua tradição garante que tão logo terminem as tarefas por elas assumidas devolverão o poder ao povo soberano". E o episcopado chileno, se não aprovou, também não reprovou o golpe, manifestando pesar pelo sangue derramado, pedindo "moderação com relação aos vencidos" e esperando "que não haja represálias desnecessárias". Assim, em meio às manifestações de apoio das principais forças do país, e à resistência de franco-atiradores e operários em algumas fábricas ocupadas, o novo governo começou a tomar suas primeiras medidas, além das repressivas. Imediatamente rompeu relações diplomáticas com Cuba - providência complementada com a expulsão dos 170 membros da volumosa delegação cubana no país - e anunciou a decisão de não mantê-las também com "alguns Estados socialistas". CONVERSAS, ROUPAS, ARMAS - No campo interno, os passos iniciais consistiram em estabelecer um pouco de ordem no campo de batalha. Foram então concedidos, já a partir de quinta-feira, salvo-condutos para os interessados em sepultar seus mortos, enquanto se pedia à população para colaborar na tarefa de limpar as paredes de todo tipo de propaganda política. Em sucessivos comunicados garantindo que as conquistas dos trabalhadores seriam mantidas, as autoridades militares pediam que todos retornassem ao trabalho. As categorias em greve durante os últimos dias do governo de Unidade Popular - médicos, engenheiros, comerciantes, enfermeiros, dentistas, técnicos, químicos e farmacêuticos - disseram-se dispostas a atender ao apelo, de resto prejudicado pelo toque de recolher. O presidente da Confederação dos Transportes Rodoviários, Juan Jara, depois de registrar sua "satisfação com a libertação da pátria", conclamou na quarta-feira os motoristas de caminhão, cujo locaute de três quinzenas praticamente paralisou o País, a retornarem às atividades. Até o final da semana isso não ocorrera, em parte devido à confusão geral e em parte pelo compreensível temor dos motoristas de sofrerem ataques de esquerdistas. As Juntas de Abastecimento e Preços, instrumento com o qual a Unidade Popular controlava a distribuição de alimentos ao nível dos consumidores, foram dissolvidas, como o Congresso Nacional. Outra providência da Junta foi exibir na televisão um filme mostrando o interior da casa de Allende, com a despensa repleta de conservas, armários cheios de roupas, móveis enfeitados com valiosos objetos de arte e, principalmente, grande quantidade de armas, "todas de fabricação soviética". Ainda no terreno psicológico, o acesso ao coração de Santiago, compreendido pela Plaza de la Constitución e ruas próximas, permaneceu proibido até a manhã de sexta-feira. A Junta parecia querer adiar o choque da população ao ver o Palacio de la Moneda, um dos mais antigos monumentos históricos do país, parcialmente em escombros. UM TELEGRAMA - Como de hábito, a opinião pública européia manifestaria o seu espanto. As capitais da Europa, como algumas latino-americanas, onde foi decretado luto nacional por três dias pela morte de Allende, transformaram-se em palcos de manifestações de hostilidade aos militares chilenos. Os ingleses, por exemplo, ficaram ainda mais chocados na sexta-feira, quando o adido naval chileno em Londres, contra-almirante Oscar Buzeta, ocupou a embaixada em nome da Junta Militar e proibiu a entrada do embaixador Álvaro Bunster. Da capital britânica sairia também uma das mais extravagantes manifestações de repulsa ao novo regime. Um obscuro cônsul-geral panamenho, Jaime Padilha Beliz, enviou um telegrama ao general Pinochet, em que dizia: "A humanidade se envergonha de ter em suas fileiras uma besta como o senhor". DOIS MODELOS - Passados os momentos de entusiasmo ou de depressão de partidários do governo de Allende, a América Latina, Pelo menos, tem desde a semana passada razões mais fortes para refletir na experiência chilena. Até terça-feira, a "via chilena para o socialismo", com malogros ou não, tinha seus adeptos no continente. O trágico desfecho da aventura, seja qual for o rumo que imporão ao Chile os militares, restringe a somente dois os "modelos" que na América do Sul substituíram recentemente as tradicionais fórmulas da democracia liberal: o "brasileiro" e o "peruano". Nessa perspectiva, a Argentina, que tinha no Chile um eventual parceiro para a nebulosa experiência do "socialismo nacional" peronista, talvez tenha sido a mais prejudicada. Não faltarão, por exemplo, as queixas de que, com o fim do "socialismo à chilena" se fechou mais o "cerco" da Argentina pelo Brasil. O certo é que o estreitamento de vínculos políticos e econômicos com o Chile, seja qual for o regime que o governe, é uma premissa admitida como necessária por quase todos os setores de atividade da Argentina e pelas Forças Armadas em primeiro lugar. Apesar disso, as manifestações de repúdio ao golpe brotaram como cogumelos por todo o país na semana passada. Entretanto, a Junta recebeu também outro tipo de manifestações. No final da semana, o Brasil, o Uruguai e o Paraguai já a haviam reconhecido. Uma nota do serviço diplomático chileno, enviada a todos os países com os quais Santiago tem relações e expressando o desejo de continuar mantendo "firmes laços de amizade", estava sendo estudada calmamente no sábado por diversos governos. O pedido causava algum embaraço especialmente nos Estados Unidos, onde, na quarta-feira, o "Washington Post" afirmou em manchete de oito colunas que o Departamento de Estado fora informado do golpe pelos militares rebelados com dezesseis horas de antecedência. Algumas especulações chegaram a brotar da repentina viagem a Washington no dia 7 passado do embaixador americano em Santiago, Nathaniel Davis, que lá não se demorou mais do que um dia e meio. O reconhecimento externo, que mais cedo ou mais tarde infalivelmente virá, não é porém o suficiente para garantir um futuro tranqüilo ao novo governo. As forças da esquerda foram derrotadas mas não extintas no Chile e só poderão ser neutralizadas com uma repressão férrea e permanente. Principalmente porque, desencantadas com a experiência legal, serão tentadas a desviar-se para movimentos clandestinos. Por outro lado, o alto nível de violência atingido nas primeiras horas do movimento talvez venha a se constituir numa barreira para a normalização da situação. Na verdade, é possível que, se os militares chilenos continuarem por muito tempo no mesmo nível de repressão, venham a encontrar-se em situação semelhante à dos militares argentinos, com enormes dificuldades para devolver o poder aos civis.
Copiadocolado do blog naoapaguemamemoria2.blogspot.com

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

OREJANO... Pepe Guerra... Filosofia de vida!!!

Yo sé qu'en el pago me tienen idea porque a los que mandan no les cabresteo; porque dispreciando las güeyas ajenas sé abrirme caminos pa dir ande quiero. Porque no me han visto lamber la coyunda ni andar hocicando p'hacerme de un peso, y saben de sobra que soy duro'e boca y no me asujeta ni un freno mulero. Porque cuando tengo que cantar verdades, las canto derecho nomás, a lo macho, aunq'esas verdades amuestren bicheras ande naide creiba que hubiera gusanos. Porque al copetudo de riñón cubierto -pa quien n'usa leyes ningún comisario- lo trato lo mesmo que al que sólo tiene chiripá de bolsa pa taparse'l rabo. Porque no m'enyenan con cuatro mentiras los maracanases que vienen del pueblo a elogiar divisas ya desmerecidas y'hacernos promesas que nunca cumplieron. Porque cuando truje mi china pal rancho me olvidé que hay jueces p'hacer casamientos, y que nada vale la mujer más güena si su hombre por eya no ha pagao derecho. Porque a mis gurises los he criao infieles aunqu'el cura grite qu'irán al infierno, y digo ande cuadre que pa nada sirven los que sólo viven pirichando el cielo. Porque aunque no tengo ni en qué cáirme muerto soy más rico qu'esos que agrandan sus campos pagando en sancochos de tumba reseca al pobre pión, qu'echa los bofes cinchando. ¡Por eso en el pago me tienen idea! ¡Porqu'entre los ceibos estorba un quebracho! ¡Porque a tuitos eyos les han puesto marca y tienen envidia de verme orejano! ¿Y a mí qué m'importa? ¡Soy chúcaro y libre! ¡No sigo a caudiyos ni en leyes me atraco! ¡Y voy por los rumbos clariados de mi antojo y a naides preciso pa ser mi baquiano!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

GAÚCHO, poesia...

Ruben Sofildo da Silva

 

Gaúcho é filho do pago
Que ama e zela esta terra
Fronteira, miss
ões e serra,
Campanha e litoral,
Recantos do mesmo ideal,
Onde se vê o céu azul,
Os rios, a mata, a flechinha,
Mas tudo é ch
ão farroupilha
Tudo é Rio Grande do Sul.

Ga
úcho não é ser grosso
Ter botas, esporas e mango
Usar lenço chimango,
Atado frouxo ao pescoço,
E andar fazendo alvoroço,
Comprando qualquer parada,
Ga
úcho é ser idealista,
Peleiar s
ó por conquista
Em defesa da terra amada.

Ga
úcho é nome e herança,
Que os bravos her
óis nos legaram,
Que muito mal empregaram
N
ão compreendendo por certo
Ga
úcho é altivo, esperto,
Espontâneo, inteligente,
Respeitador bom amigo,
Mas quando encontra o perigo,
Costuma chegar de frente.

Quem foi Bento Gonçalves?
Quem foi David Canabarro?
N
ão foram estátuas de barro,
Nem pobres leigos sem eira
Quem foi Pinto Bandeira?
Eu nesses versos lhe digo,
Com altivez e estoicismo,
Foram a nata do gauchismo,
Do nosso Rio Grande amigo

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A VIDA NÃO ACABA COM VOCÊ!!!!!!!!!

Como devo expressar o desejo de doar meus órgãos?

É preciso comunicar a sua família esta decisão e deixar claro o seu desejo em ser doador. Isto porque a família é que decide sobre a doação. A palavra final sempre é da família. Os familiares diretos dão a decisão.

Como é a Lei de Transplantes?

A lei determina que a família seja a responsável pela decisão final, não tendo mais valor a informação de doador ou não doador de órgãos, registrada no documento de identidade

• Doador Vivo:

A pessoa maior de idade e capaz juridicamente pode doar órgãos a seus familiares. No caso de doador vivo não aparentado é exigida autorização judicial prévia.

• Sistema Nacional de Transplante:

Criado para dar maior controle e organização às atividades:

O transplante de órgãos/tecidos só pode ser realizado pelos estabelecimentos de saúde previamente autorizados pelo Gestor Nacional do Ministério da Saúde. Não é em qualquer hospital que o processo pode ser realizado. A família tem o direito, a qualquer momento, de solicitar autorização do Ministério da Saúde para a instituição.

• Cadastros Técnicos:

Foi instituída a Lista Única de Receptores, com vários cadastros separados por órgãos, tipos sanguíneos e outras especificações. Essa lista é centralizada. Não há como saber para quem os órgãos retirados serão encaminhados. Também não há como direcionar órgãos para pessoas. Somente através da lista centralizada.

Os cadastros da lista única apresentam uma ordem seguida com total rigor e controlada pela Secretaria de Saúde.

Quais órgãos/tecidos podem ser obtidos de um doador vivo?

Um dos rins, parte do fígado, parte da medula e parte dos pulmões.

Quem pode doar em vida?

O médico deverá avaliar a história clínica da pessoa e as doenças prévias. A compatibilidade sanguínea é primordial em todos os casos.

Há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso.

Quais os órgãos/tecidos que podem ser obtidos de um doador não vivo (em morte encefálica)?

Órgãos: rins, coração, pulmão, pâncreas, fígado e intestino.

Tecidos: córneas, válvulas cardíacas, ossos, músculos, tendões, pele, veias e artérias.

Quem recebe os órgãos/tecidos doados?

Após efetivada a doação, a Central de Transplantes do Estado é comunicada e através do seu registro de listas de espera seleciona seus receptores mais compatíveis.

Quem é o potencial doador não vivo?

São pacientes assistidos em UTI com quadro de morte encefálica, ou seja, morte das células do Sistema Nervoso Central, com parada total da circulação de sangue no cérebro. Essa situação é incompatível com a vida, irreversível e definitiva.

Por lei, são necessárias 2 avaliações clínicas realizadas por médicos diferentes, sendo obrigatoriamente um deles neurologista, com intervalo entre elas de 6 horas. Confirmada a falta de atividade cerebral, ainda é necessário um exame com imagem mostrando TOTAL AUSÊNCIA DE ATIVIDADE CEREBRAL. Somente depois desses 3 passos, é que o diagnóstico de morte encefálica (morte cerebral) é realizado. Não há a menor possibilidade de resultados errados, pois além de dois exames clínicos, temos uma imagem da falta total de atividade cerebral para a confirmação do diagnóstico.

Nenhum dos médicos examinadores pode fazer parte da equipe que irá retirar os órgãos, caso seja realizada a doação.

Todos esses passos são obrigatórios, por força de lei, o que torna a legislação brasileira neste assunto uma das mais avançadas e seguras do mundo. Todos esses passos também têm que obrigatoriamente serem registrados em fichas próprias nos documentos hospitalares do paciente.

Após a doação o corpo fica deformado?

Não, de modo algum. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra realizada com todos os cuidados de reconstituição, o que também é obrigatório por lei. Não há deformidade alguma, apenas cicatrizes em locais não visíveis (que ficam cobertos pela roupa) do corpo. São colocadas próteses nos olhos, nos casos de retirada das córneas.

O que é morte encefálica (morte cerebral)?

É a morte (parada de funcionamento total, sem possibilidade de volta) de todo o cérebro, incluindo o tronco cerebral que desempenha funções vitais como controle da respiração. Quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável.

Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo.

É importante citar que os reflexos que funcionam na medula ("coluna vertebral") permanecem iguais. Se batermos com o martelo de reflexos no joelho de uma pessoa em morte encefálica, o reflexo estará presente. Esse reflexo NÃO PASSA PELO CÉREBRO, acontece direto na medula (na "coluna"). Não significa que a pessoa esteja viva.

Morte encefálica é o mesmo de coma? E a chamada "vida vegetativa"?

Não, a morte encefálica é diferente do coma. No coma, as células cerebrais continuam vivas, executando suas funções; o que ocorre é uma falha de integração e comunicação entre o indivíduo e tudo que o rodeia. A pessoa não é capaz de responder aos estímulos externos adequadamente. Esse quadro é chamado de "vida vegetativa". NÃO É MORTE ENCEFÁLICA (MORTE CEREBRAL).

Na morte encefálica, as células nervosas estão destruídas, não têm mais capacidade para funcionar. A pessoa não é mais capaz de ter nenhuma sensação (frio/calor, dor, fome, sede, etc). Nosso cérebro não consegue se regenerar como acontece com outros tecidos do corpo (um corte na pele, por exemplo, após algum tempo cicatriza). Como não há regeneração, a morte encefálica (morte cerebral) quando diagnosticada, é uma situação de parada total da atividade cerebral, o que é irreversível e causará uma parada de todos os outros órgãos em pouco tempo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

T a M i F l U... alucinógeno...

Gostaria de agradecer a todos os que se preocuparam com meu ser, especialmente a MINHA FAMÍLIA!!!

Era meio dia... Uma tosse seca, irritante, improdutiva e impertinente chega... Deixa aquele sinal de que mais uma"gripezinha" de avizinha... Como tantas outras que já chegaram e tantas outras que chegarão!!!

Sem nada além de uma tossezinha seca, as atividades triviais ocupam o resto do dia, privando o recomendado repouso que nós todos orientamos nossos pacientes a fazerem... Mas os semideuses humanóides não se permitem repousar. Workaholic, acima de tudo... Imbatíveis, invencíveis, indestrutíveis.

Algumas horas depois, além da tossezinha seca, uma certa dor na garganta, ao engolir saliva, igualmente impertinente, se aprochega! E junto a ela, poucas horas depois do início daquela malfadada tosse seca, uma febrezinha, mas uma febrezinha de nada... Daquelas tantas febre que tivemos e teremos, daquelas que "não significam nada".

Ainda labutando, tento algumas horas de repouso, regadas a dipirona e paracetamol... Alívio apenas parcial... Ledo engano a mim mesmo, agora já antevendo a possibilidade de algo "maior"... Mas, indestrutível que sou, imbatível, invencível, e, sem jamais dar o braço a torção, sigo no baile... Dançando prá não dançar, diria a Rita Lee Jones!!!

Mas, em algum momento destes, chega a cefaléia acompanhada de uma absurda e difusa dor muscular, como comemorativos de minha moléstia atual, acompanhados agora sim, de febre de verdade – 39, 40 graus na axila!!!

E ainda não se passaram 24 horas do início daquela tossezinha chata, seca, inoportuna e impertinente.

Vou para casa, mas antes, fruteira, mercearia e tal... A cabeça explodindo, o raciocínio meio embotado, pela dor e pela sensação de "homem comum", de "pessoa que também pode adoecer". Não há dipirona no mercado que alivie a cabeça... Coriza e congestão nasal são meus mais novos acompanhantes...

Finalmente em casa, cama, repouso, mais dipirona, descongestionantes, mais analgésicos... Kurt Cobain pediria umas doses extras de heroína, para alívio das dores musculares, a esta altura generalizadas o quanto possível seja, ou seja, dói tudo, até as sobrancelhas... Os olhos ardem e a luz incomoda... Mais cefaléia... Obstrução nasal total e refratária a todos os descongestionantes que conheço... E mais dipirona... Chego a usar 2 gramas de dipirona de 4 em 4 horas, para dor e febre...

Os colegas se movimentam, ligações, preocupações, buracos nas escalas de plantão...

E chega até mim, prescrito,como deve ser, justificado, como deve ser, sem "atropelo" algum e sem quebra alguma dos protocolos, o TAMIFLU... Mal sabia eu que se tratava de uma droga alucinógena disfarçada...

A partir da segunda dose, passo a sentir coisas estranhas, pensar coisas estranhas, pelo menos coisas com as quais não estou habituado no dia a a dia a pensar... Sonhar coisas estranhas... E a mialgia parece que piora. A cefaléia, idem...

Temos 48 horas daquela tosse seca, me encontro jogado no leito (de morte???) por 18 a 24 horas a cada dia... Assim seria por 3 longos dias...

Lembro de ter tentado assistir TV, algum pedaço de filme, ter lido algum email... Mas não lembro detalhe de nada... Assustador... Um vácuo!!!

Vários sonhos malucos, good trips e bad trips...

Verdadeiras viagens... Voos e sobrevôos sobre gramados verdejantes de doer as retinas... Passagens pelo inferno flamejante e pelo paraíso alvo e tranqüilo... Bastava dormir um pouco para uma miríade de imagens desconexas tomarem o lugar da consciência... Muito calor, muito frio... Muito tudo.

Lembro de um fato, este em detalhes...

Estava dormindo, acordei com "a bexiga cheia" e uma dor forte no testículo esquerdo...

Fui ao banheiro, prover a "artrocentese terapêutica" habitual, e resolvi tomar um banho, sei lá porquê. Madrugada. Frio. Silêncio.

No banho, observo uma crosta melicérica no testículo esquerdo. Mas não lembro de haver nenhuma lesão...

Retiro a crosta e, para meu pavor, começam a sair larvas, milhões delas, do lugar onde outrora vivia meu testículo...

Depois de algum tempo eclodindo aquelas larvas – lembro de não sentir dor alguma – passaram a sair vespas aladas, as quais tomaram conta do banheior por completo, ganhando a rua, ganhando a madrugada escura através da janela...

Após esse fato dantesco, após todas as larvas e vespas aladas saírem de meu testículo, termino meu banho da madrugada e retorno para cama.

O silêncio da madrugada só é interrompido pelo latejar das minhas têmporas, lembrando que a cabeça ainda doía o dia e a noite toda.

No outro dia, acordei melhor!!!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O ano de 2006 existiu??????


Em 2006 ocorreram muitos fatos estranhos... Inexplicáveis... Impensáveis... Irreais...
Cicarelli deu pro namorado... Nada estranho se não fosse na praia, com câmeras e câmeras "a postos"...
Umas seleção européia foi campeã da copa do mundo... Nada estranho, se não fosse a França...
Ariel Sharon, um "imortal da política", sofre um derrame cerebral gigantesco...
Um acidente ocorreu na amazônia... Nada estranho, se não fosse entre dois aviões...
O Exército, um quartel do RIO DE JANEIRO foi invadido!!! Por bandidos... Para roubarem ARMAS!!!
Mais uma vez um(a) socialista ganha eleições no CHILE – Michele Bachelet!!!
Um cocalero toma posse na presidência da BOLÍVIA...
Astronauta BRASILEIRO vai ao espaço... ESSE CARA NÃO EXISTIU... NUNCA MAIS SE OUVIU FALAR DELE!!!!
O filho do rei (PELÉ), portanto, o príncipe do Brasil, foi preso por lavagem de dinheiro... E o DUDA MENDOÇA foi indiciado também...
BILL GATES inicia seu afastamento da MICROSOFT!!!
Mais um bebê britânico nasceu... De novo,nada estranho, se a mãe não tivesse 62 ANOS!!!
Até plutão, que na escola sempre aprendemos ser um planeta, em 2006 foi rebaixado...
Músicas que marcaram o ano: Perla... Mc Marcinho... Mas os MUTANTES fizeram seu primeiro show da história nos EUA...
Um homem dos sorrisos – Bussunda – morre de enfarto... Mas "rir não é um bom REMÉDIO?" Até o JECE VALADÃO morreu em 2006!!! O palhaço CAREQUINHA também!!!!! ATÉ O TELÊ SANTANA MORREU EM 2006!!!!
FIDEL CASTRO deixa o governo de CUBA!
Um ex-guerrilheiro sandinista, DANIEL ORTEGA, ganhou a eleição na NICARÁGUA!!!
O PCC atacou ônibus e delegacias... Nada estranho de o PCC não fosse uma organização comandada de dentro das prisões...
O PT, arauto da moral e ética, se vê as bailas com o mensalão...
Um clube brasileiro foi campeão da libertadores da América, e depois do mundo... Nada estranho, se não fosse o timinho do INTERZINHO, o segundo time de Porto Alegre... OS MACAQUITOS!!! Como bons macaquitos, imitaram o primeiro gaúcho a conquistar o mundo... Um timinho de "um glorioso ANO de conquistas...
Mas o ano de 2006 foi real?????