quinta-feira, 29 de outubro de 2009

sábado, 17 de outubro de 2009

CeRrO dA PóLvOrA

CERRO DA PÓLVORA AUTOR= THADEU GOMES . Virgem Maria Que céu bonito Que claridade no Cerro da Pólvora Pedreiras pedras de fogo Luzindo no meu coração Enfermaria abandonada Mal assombrada sem serventia Aqui do alto eu vejo a fronteira A Ponte as águas do Rio Jaguarão Em roda do Cerro da Pólvora Porteiras do Rio Jaguarão Que "adentra" pelo Uruguai Nesta fronteira já fui moleque Cresci no vento feito andorinha Em sonhos e fantasias andanças e temporais Quando a saudade me atormenta E a tormenta traz a escuridão Ventos do sul açoitam min’alma Ponteios de solidão

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

by Arthur, Gabriel e Diogo

O picapau e o esquilo

O esquilo morava em uma grande árvore, mas tinha um picapau que não deixava ele em paz. Então o esquilo tramou muitas armadilhas.

No dia seguinte, o picapau veio, mas então esquilo jogou um balde de água no picapau.

O picapau disse: -Você vai ver!

O esquilo riu e entrou na sua casa.

No dia seguinte, ele foi procurar comida para comer. Muitas armadilhas amarraram ele.

O esquilo gritou: -Aaaaaah, me tirem daqui!

Apesar disso, o picapau o libertou, e disse: -Você caiu! Há há há há há...

Moral: O feitiço virou contra o feiticeiro.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

FRIDAY NIGHT (ou a calada noite preta)

Achegamos a noite, quiçá umas 22, 23 horas...

Deserta estava a urbe. Sombria, frígida, desinteressante, exceto pelo sempre exuberante panorama da ponte e pelo “bucolismo sentimental” do cais do porto, igualmente submerso no breu da noite.

Do mesmo modo se realçava na noite negra uma graúda meia lua inteira, minguante, abrolhando no céu em dimensão avantajada... A lua brota em tamanho avantajado por que, da nossa retina até ela, ao surgir no horizonte, se sobrepõe muito mais extensão de atmosfera, o que gera uma agradável impressão de amplificação do volume, somando ficticiamente ao que realmente sucede. Bobagem técnica sem utilidade prática!

Após as visitas parentais de praxe, esquadrinhamos a cidade na mira de algum recinto para comer e beber, e talvez dançar um pouco...

O breu da noite escura como que absorvera a movimentação noturna, sugara as pessoas, os bares, os clubes... Tudo estava laconicamente calado.

Prá onde ir?

Já abancava aquela resignação de “ter que ir dormir cedo” numa sexta feira, sem compromissos no outro dia, quando encontramos uma casa noturna aberta...

Seria então a solução de nossos momentâneos problemas!

Mas nada poderia ser tão simples assim...

-Cartões de crédito? -Não aceitamos nenhum...

-Cartões de débito? -Também não...

-Terminal para saque eletrônico naquele horário? -Não há. Estão fechados e somente funcionam até as 22 horas...

Com uma única folha no maldito talão de cheques, além de 12 contos de réis ainda restantes no bolso, entramos no bar.

Composição muito boa, palco “elevado”, som de boa qualidade – repertório e sonoridade – cerveja “estupidamente gelada”... Bons presságios para uma noite de sexta...

Vamos comprar uma cerveja então...

-Cartões? –Não, não...

-Nenhum, infelizmente!

-Mas e aquela máquina ali? –É do restaurante que funciona aqui durante o dia!

-Aqui trabalhamos mediante a compra de “tickets”, cada compra tem que ser paga no ato...

Retruco que só tinha uma folha de cheques, que os terminais estavam todos fechados naquela hora, e que não aceitavam nenhum cartão... Nem crédito, nem débito... Nada!

Aludo então que anotassem o consumo, e que ao encerrar a noite, preencheria o cheque maldito com a importância total consumida... Algo lógico, prático, que resolveria o problema de todos...

“Cara” torcida e retorcida... Alguma (muita) hesitação...

Proposta aceita!!!!

Finalmente!

Poderíamos calma e tranquilamente “curtir” um pouco...

E verdadeiramente “curtimos” um pouco... Algumas pessoas há muito não vistas, benquistas e que alegram a alma, outras malquistas e que desgostam a alma, mas unanimidade é algo improvável...

Som de qualidade, boas músicas, repertório variado, rock, pop, reggae...

Creedence Clearwater Revival tocando na vitrola... Uma verdadeira surpresa para os ouvidos... Aqui, neste lugar provinciano, um tanto retrógrado e “careta”, conservador (ainda que novos ventos soprem, mais parece delicada brisa litorânea), ouvir Creedence por estas bandas, em um bar/boate/casa noturna é “de cair os butiá do bolso”.

Mas como acontece nas histórias, quando a “temperatura” estava subindo, quando a festa realmente estava fazendo folia em nossas vidas...

INICIA O PAGODE!

Todo pagode é ruim, mas mal tocado, mal cantado é de amargar a alma.

E fomos embora! Procurar aquela linda meia lua inteira que, já por estas horas, alta no céu escuro da fronteira, não estava mais tão grande!

sábado, 10 de outubro de 2009

EROS & PSIQUEEEEEEEEEE

    Conta a lenda que dormia Uma Princesa encantada A quem só despertaria Um Infante, que viria De além do muro da estrada.

    Ele tinha que, tentado, Vencer o mal e o bem, Antes que, já libertado, Deixasse o caminho errado Por o que à Princesa vem.

    A Princesa Adormecida, Se espera, dormindo espera, Sonha em morte a sua vida, E orna-lhe a fronte esquecida, Verde, uma grinalda de hera.

    Longe o Infante, esforçado, Sem saber que intuito tem, Rompe o caminho fadado, Ele dela é ignorado, Ela para ele é ninguém.

    Mas cada um cumpre o Destino Ela dormindo encantada, Ele buscando-a sem tino Pelo processo divino Que faz existir a estrada.

    E, se bem que seja obscuro Tudo pela estrada fora, E falso, ele vem seguro, E vencendo estrada e muro, Chega onde em sono ela mora,

    E, inda tonto do que houvera, À cabeça, em maresia, Ergue a mão, e encontra hera, E vê que ele mesmo era A Princesa que dormia.

    Fernando Pessoa

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

ovelha negra...

Era uma vez um país onde todos eram ladrões. À noite cada um dos habitantes saía com uma gazua e uma lanterna para ir saquear a casa de um vizinho. Ao regressar de madrugada carregado encontrava sua casa saqueada. E todos viviam em concórdia e sem briga porque um roubava do outro e este a outro e assim sucessivamente, até chegar ao último que roubava o primeiro. Nesse país o comercio só se praticava de forma suspeita com corrupção, tanto por parte do que vendia como do que comprava. O governo era una associação criada para delinqüir em prejuízo dos súditos. E por seu lado os súditos só pensavam em fraudar o governo. A vida transcorria sem tropeços e não havia nem ricos nem pobres. Não se sabe como apareceu no país um homem honrado. À noite, em lugar de sair com a bolsa e a lanterna, ficava em casa fumando e lendo romances. Chegavam os ladrões, viam a luz acesa e não subiam. Isto durou um tempo; depois o fizeram entender que se ele queria viver sem fazer nada não era uma boa razão para não deixar fazer aos demais. Cada noite que passava em casa era uma família que não comia no dia seguinte. Diante destas razões o homem honrado não podia ir contra. Também ele começou a sair pela noite para regressar com a Alba; Mas não ia roubar. Era honrado, não havia nada que fazer. Ia até a ponte e ficava olhando a água passar. Voltava par casa e a encontrava roubada. Em menos de uma semana o homem honrado ficou sem um centavo, sem ter o que comer e com a casa vazia. Mas até aí não havia nada a dizer por que era culpa sua; o mal era que com esse modo de proceder nascia uma grande desordem. Porque ele se deixava roubar e, no entanto, não roubava ninguém; de modo que havia alguém que ao regressar encontrava sua casa intacta, a casa que ele deveria ter assaltado. Certo tempo depois, os que não eram roubados chegaram a ser mais ricos que os outros e não quiseram continuar roubando. Por outro lado os que iam roubar a casa do homem honrado a encontravam sempre vazia; de modo que voltavam sem nada, pobres. Entretanto, os que ficaram ricos se acostumaram também ir até a ponte à noite para ver a água correr. Isto aumentou a confusão, porque acabou que muitos outros ficaram ricos e muitos outros ficaram pobres. Mas os ricos viram que, indo de noite à ponte, em pouco tempo voltariam a ser pobres e pensaram: “Paguemos os pobres para que eles saiam roubando por nossa conta". Foram firmados contratos, se estabeleceram os salários, as porcentagens. Naturalmente continuavam ladrões e tratavam de enganarem-se uns aos outros. Mas, como sói suceder, os ricos se faziam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Havia ricos tão ricos que já não tinham necessidade de roubar ou de fazer roubar para seguir sendo ricos. Mas se deixavam de roubar voltavam a ser pobres porque os pobres lhes roubavam. Então, pagaram aos mais pobres dos pobres para defender dos outros pobres suas próprias casas e assim foi como instituíram a Policia e construíram os cárceres. Poucos anos depois do advento do homem honrado já não se falava de roubar ou de ser roubados, mas de ricos ou de pobres e, no entanto, todos continuavam sendo ladrões. Honrado só havia existido aquele Fulano e não demorou a morrer de fome. 








 

ERNESTO

"Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados".

ERNESTO!!

ERNESTO

Caia el mes de octubre, sobre tierra Boliviana. Llorava la mañana sobre su balcón, también llorava el hombre quelucho junto a su vida, por el pan de cada dia, que aquel dia le faltó. Sonaran las metrallas, alguien grita Ernesto, su cuerpo fue en silencio, que se apagó en la ciudad. Cuando el débil enimigo, cortó su pulgar derecho, pero comprobó con su muerte, al Che Guevara podrian capturar. Adiós hermano mio, adiós hermano Ernesto que lloro y al pueblo, el que te ayudó a luchar! Cuando se abren las puertas del país Americano, seremos hermanos, con una misma libertad. Cuando se abren las puertas del país Americano, seremos hermanos, con una misma libertad, libertad. Libertad!