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quarta-feira, 23 de junho de 2010

E agora??

"E agora que o fim está perto e eu encaro este momento


Meus amigos eu vou confessar os meus pecados e sentimentos

Vivi a mil por hora e por caminho que eu nem lembro agora

E mais, bem mais eu sei, I get my way



Remorsos eu tenho alguns, mas mesmo assim são muito poucos

Eu fiz o que tinha que fazer enquanto vocês gritavam bota pra fudê

Eu planejei cada jogada, cada trepada por esta estrada



E mais, bem mais eu sei, I get my way



Naqueles tempos eu era um menino que já sabia o seu destino

E caminhando de norte a sul eu vi muita gente tomar no cú

Eu entendi e não esqueci, I get my way



Andei, sorri, chorei, me entreguei ao meu trabalho

E agora que passou o tempo eu acho chato pra caralho

Não ter o que prometer e não saber mais o que fazer

Oh não, oh não, I get my way



Pra que serve o homem, o que é que ele tem?

Ou é um puta barão ou um João Ninguém

Fazer as coisas que desejou e comer as mulheres com que sonhou

Eu me fudi, mas resisti, I get my way"



sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mi matan si no trabajo!!!!!


Me matan si no trabajo,
y si trabajo me matan.
Siempre me matan, me matan, ay,
siempre me matan.


Ayer vi a un hombre mirando,
mirando el sol que salía.
El hombre estaba muy serio
porque el hombre no veía.
Ay, los ciegos viven sin ver
cuando sale el sol.

Ayer vi a un niño jugando
a que mataba a otro niño.
Hay niños que se parecen
a los hombres trabajando.
Ay, quién le dirá cuando crezcan
que los hombres no son niños,
que no lo son.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Las simples cosas...



Uno se despide insensiblemente de pequeñas cosas,
lo mismo que un árbol en tiempos de otoño muere por sus hojas.
Al fin la tristeza es la muerte lenta de las simples cosas,
esas cosas simples que quedan doliendo en el corazón.
Uno vuelve siempre a los viejos sitios en que amó la vida,
y entonces comprende como están de ausentes las cosas queridas.
Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso,
que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo.
Demorate aquí, en la luz mayor de este mediodía,
donde encontrarás con el pan al sol la mesa servida.
Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso,
que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ao cair da tarde (Martim César - Paulo Timm)


 
É hora de arrumar as malas e ir
Partir e o coração ficar
Deixar a vida me levar e seguir...
E os sonhos e os amores

Deixo pelas noites, bares
Lugares onde eu vou
Lá fora o mundo não espera por mim
Insiste em me fazer mudar
Girar na sua esfera sem fim
Meus passos nessa estrada
Deixam as pegadas,
De um sonho que já terminou
Agora longe vão meus dias de paz
É hora de lutar
Embora o coração, que não deixou o cais
Me peça pra voltar
E bate uma saudade
De tomar um mate na beira do rio
Ao cair da tarde
Me bate uma saudade
De tomar um mate na beira do rio.

                



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Return... After DEATH MAGNETIC TOUR, BRAZIL, 2010


Nothing Else Matters

Nada Mais Importa

So close no matter how farTão perto, não importa o quão distante
Couldn't be much more from the heart Não poderia ser muito mais do coração
Forever trusting who we are Eternamente confiando em quem somos
And nothing else matters E nada mais importa
Never opened myself this wayNunca me abri deste jeito,
Life is ours, we live it our way A vida é nossa, nós vivemos da nossa maneira
Hold these words I don't just say Todas estas palavras, eu não simplesmente digo
And nothing else matters E nada mais importa
Trust I seek and I find in youConfiança eu procuro e encontro em você
Every day for us something new Todo dia para nós algo novo
Open mind for a different view Abra a mente para uma visão diferente,
And nothing else matters E nada mais importa
Never cared for what they doNunca me importei com o que eles fazem,
Never cared for what they know Nunca me importei com o que eles sabem,
But I know Mas eu sei
So close no matter how farTão perto, não importa o quão distante
Couldn't be much more from the heart Não poderia ser muito mais do coração
Forever trusting who we are Eternamente confiando em quem somos
And nothing else matters E nada mais importa
Never cared for what they doNunca me importei com o que eles fazem,
Never cared for what they know Nunca me importei com o que eles sabem,
But I know Mas eu sei
I never opened myself this wayNunca me abri deste jeito,
Life is ours, we live it our way A vida é nossa, nós vivemos da nossa maneira
Hold these words I don't just say Todas estas palavras, eu não simplesmente digo
And nothing else matters E nada mais importa
Trust I seek and I find in youConfiança eu procuro e encontro em você
Every day for us something new Todo dia para nós algo novo
Open mind for a different view Abra a mente para uma visão diferente,
And nothing else matters E nada mais importa
Never cared for what they sayNunca me importei com o que eles diziam,
Never cared for games they play Nunca me importei com os jogos que eles jogavam,
Never cared for what they do Nunca me importei com o que eles faziam,
Never cared for what they know Nunca me importei com o que eles sabiam,
And I know, yeah E eu sei!
So close no matter how farTão perto, não importa o quão distante
Couldn't be much more from the heart Não poderia ser muito mais do coração
Forever trusting who we are Eternamente confiando em quem somos
And nothing else matters E nada mais importa

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

CANSADO...



Tô cansado do meu cabelo
Tô cansado da minha cara
Tô cansado de coisa vulgar
Tô cansado de coisa rara
Tô cansado
Tô cansado
Tô cansado de me dar mal
Tô cansado de ser igual
Tô cansado de moralismo
Tô cansado de bacanal
Tô cansado
Tô cansado
Tô cansado de trabalhar
Tô cansado de me ferrar
Tô cansado de me cansar
Tô cansado de descansar
Tô cansado
Tô cansado

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

INQUIETAÇÃO...

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...
E agora, o que escrevo...
Um vazio criativo se assoma
E toma conta de tudo
Nada vem à mente...
Pelo menos nada que estaja a fim de sair
Ou que valha a pena sair para o teclado...
Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...
Quatro, quarenta... Nunca é suficiente
Nunca será suficiente
Consumismo frívolo e desconcertante
Capital/capitalismo/capitalista
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...
Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos tantas portas
Mas somente um tem coração
Caminhos... Como aquela estrada
Estendida sobre o verde campo
Levando ao nada... E a tudo
Levando ao mundo
Porque não saí por ela
Sem olhar para trás...
Sem olhar sequer ao lado...
Somente mirando em frente
Ao futuro... Fascinante, incerto...
O FUTURO, que é o próximo instante
DEPOIS DO AGORA...
Então o futuro é....
Agora e agora e agora e agora
Sempre vem... Sempre se constrói.
Aniquilando o instante passado.
Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...
É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...
E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...
Belíssimo, por assim dizer

Vou viver!
Vou poder contar meus filhos
Caminhar nos trilhos
Isso é prá valer...
E então... A grande diferença...
Abissal diferença, Cabal diferença...
Absurda diferença!!!
Eu me sento, passivo, submisso
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...
Ainda que seja um canhão de luz na estrada
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

VAMPIREEEEEEEEEEEEEEEE


Eu uso óculos escuros pras minhas lágrimas esconder
E quando você vem para o meu lado, ai, as lágrimas começam a correr
E eu sinto aquela coisa no meu peito
Eu sinto aquela grande confusão
Eu sei que eu sou um vampiro que nunca vai ter paz no coração
Às vezes eu fico pensando porque é que eu faço as coisas assim
E a noite de verão ela vai passando, com aquele seu cheiro louco de jasmim
E eu fico embriagado de você
Eu fico embriagado de paixão
No meu corpo o sangue não corre, não, corre fogo e lava de vulcão
Eu fiz uma canação cantando todo o amor que eu sinto por você
Você ficava escutando impassível e eu cantando do teu lado a morrer
E ainda teve a cara de pau
De dizer naquele tom tão educado
"Oh! pero que letra más hermosa, que habla de un corazón apasionado"
Por isso é que eu sou um vampiro e com meu cavalo negro eu apronto
E vou sugando o sangue dos meninos e das meninas que eu encontro
Por isso é bom não se aproximar
Muito perto dos meus olhos
Senão eu te dou uma mordida que deixa na sua carne aquela ferida
Na minha boca eu sinto a saliva que já secou
De tanto esperar aquele beijo, ai, aquele beijo que nunca chegou
Você é uma loucura em minha vida
Você é uma navalha para os meus olhos
Você é o estandarte da agonia que tem a lua e o sol do meio-dia

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

SUI GENERIS...

Tendré los ojos muy lejos
y un cigarrillo en la boca,
y el pecho dentro de un hueco
y una gata medio loca.
Un escenario vacío,
un libro muerto de pena,
un dibujo destruido
y la caridad ajena.
Un televisor inútil,
eléctrica compañía,
la radio a todo volumen
y una prisión que no es mía.
Una vejez sin temores
y una vida reposada,
ventanas muy agitadas
y una cama tan inmóvil.
Y un montón de diarios apilados,
y una flor cuidando mi pasado,
y un rumor de voces que me gritan,
y un millón de manos que me aplauden...
y el fantasma tuyo, sobre todo
cuando ya me empiece a quedar solo.







sábado, 17 de outubro de 2009

CeRrO dA PóLvOrA

CERRO DA PÓLVORA AUTOR= THADEU GOMES . Virgem Maria Que céu bonito Que claridade no Cerro da Pólvora Pedreiras pedras de fogo Luzindo no meu coração Enfermaria abandonada Mal assombrada sem serventia Aqui do alto eu vejo a fronteira A Ponte as águas do Rio Jaguarão Em roda do Cerro da Pólvora Porteiras do Rio Jaguarão Que "adentra" pelo Uruguai Nesta fronteira já fui moleque Cresci no vento feito andorinha Em sonhos e fantasias andanças e temporais Quando a saudade me atormenta E a tormenta traz a escuridão Ventos do sul açoitam min’alma Ponteios de solidão

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

para todos los padres....

El Tata está viejo,
lo "vide" esta noche
armar su cigarro con dificultad,
el pucho encendido
temblaba en sus labios
como un tucu-tucu
en la oscuridad.
Ya no se levanta
a matear temprano,
no cruza al galope,
va al trote nomás...
se pasa las horas
junto a la tranquera
mirando el camino
pasar... y pasar...
Recuerdo a mi Tata
en sus años mozos,
fuerte como un tala,
como un ñandubay!
Hoy parece un sauce,
'ta "tuito" encorvado,
qué pena si un día
me llega a faltar.
El Tata está viejo,
si un día ha de irse,
que ni se dé cuenta,
al tranquito nomás...
Diosito te pido
que apagues su vida
cual se apaga un pucho,
solo sin pitar

terça-feira, 15 de setembro de 2009

TODO CAMBIA...Y yo? También... AGUARDEM!!!!!!!!!

Cambia lo superficial Cambia también lo profundo Cambia el modo de pensar Cambia todo en este mundo

Cambia el clima con los años Cambia el pastor su rebaño Y así como todo cambia Que yo cambie no es extraño

Cambia el mas fino brillante De mano en mano su brillo Cambia el nido el pajarillo Cambia el sentir un amante

Cambia el rumbo el caminante Aúnque esto le cause daño Y así como todo cambia Que yo cambie no es extraño

Cambia todo cambia Cambia todo cambia Cambia todo cambia Cambia todo cambia

Cambia el sol en su carrera Cuando la noche subsiste Cambia la planta y se viste De verde en la primavera

Cambia el pelaje la fiera Cambia el cabello el anciano Y así como todo cambia Que yo cambie no es extraño

Pero no cambia mi amor Por mas lejo que me encuentre Ni el recuerdo ni el dolor De mi pueblo y de mi gente

Lo que cambió ayer Tendrá que cambiar mañana Así como cambio yo En esta tierra lejana

Cambia todo cambia Cambia todo cambia Cambia todo cambia Cambia todo cambia

Pero no cambia mi amor...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

OREJANO... Pepe Guerra... Filosofia de vida!!!

Yo sé qu'en el pago me tienen idea porque a los que mandan no les cabresteo; porque dispreciando las güeyas ajenas sé abrirme caminos pa dir ande quiero. Porque no me han visto lamber la coyunda ni andar hocicando p'hacerme de un peso, y saben de sobra que soy duro'e boca y no me asujeta ni un freno mulero. Porque cuando tengo que cantar verdades, las canto derecho nomás, a lo macho, aunq'esas verdades amuestren bicheras ande naide creiba que hubiera gusanos. Porque al copetudo de riñón cubierto -pa quien n'usa leyes ningún comisario- lo trato lo mesmo que al que sólo tiene chiripá de bolsa pa taparse'l rabo. Porque no m'enyenan con cuatro mentiras los maracanases que vienen del pueblo a elogiar divisas ya desmerecidas y'hacernos promesas que nunca cumplieron. Porque cuando truje mi china pal rancho me olvidé que hay jueces p'hacer casamientos, y que nada vale la mujer más güena si su hombre por eya no ha pagao derecho. Porque a mis gurises los he criao infieles aunqu'el cura grite qu'irán al infierno, y digo ande cuadre que pa nada sirven los que sólo viven pirichando el cielo. Porque aunque no tengo ni en qué cáirme muerto soy más rico qu'esos que agrandan sus campos pagando en sancochos de tumba reseca al pobre pión, qu'echa los bofes cinchando. ¡Por eso en el pago me tienen idea! ¡Porqu'entre los ceibos estorba un quebracho! ¡Porque a tuitos eyos les han puesto marca y tienen envidia de verme orejano! ¿Y a mí qué m'importa? ¡Soy chúcaro y libre! ¡No sigo a caudiyos ni en leyes me atraco! ¡Y voy por los rumbos clariados de mi antojo y a naides preciso pa ser mi baquiano!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

GAÚCHO, poesia...

Ruben Sofildo da Silva

 

Gaúcho é filho do pago
Que ama e zela esta terra
Fronteira, miss
ões e serra,
Campanha e litoral,
Recantos do mesmo ideal,
Onde se vê o céu azul,
Os rios, a mata, a flechinha,
Mas tudo é ch
ão farroupilha
Tudo é Rio Grande do Sul.

Ga
úcho não é ser grosso
Ter botas, esporas e mango
Usar lenço chimango,
Atado frouxo ao pescoço,
E andar fazendo alvoroço,
Comprando qualquer parada,
Ga
úcho é ser idealista,
Peleiar s
ó por conquista
Em defesa da terra amada.

Ga
úcho é nome e herança,
Que os bravos her
óis nos legaram,
Que muito mal empregaram
N
ão compreendendo por certo
Ga
úcho é altivo, esperto,
Espontâneo, inteligente,
Respeitador bom amigo,
Mas quando encontra o perigo,
Costuma chegar de frente.

Quem foi Bento Gonçalves?
Quem foi David Canabarro?
N
ão foram estátuas de barro,
Nem pobres leigos sem eira
Quem foi Pinto Bandeira?
Eu nesses versos lhe digo,
Com altivez e estoicismo,
Foram a nata do gauchismo,
Do nosso Rio Grande amigo

sexta-feira, 5 de junho de 2009

sunshine..... makes me happy!!!!

Sunshine on my shoulders - makes me happy sunshine in my eyes - can make me cry sunshine on the water - looks so lovely sunshine almost always - makes me high if i had a day that i could give you i'd give to you a day just like today if i had a song that i could sing for you i'd sing a song to make you feel this way sunshine on my shoulders - makes me happy sunshine in my eyes - can make me cry sunshine on the water - looks so lovely sunshine almost always - makes me high if i had a tale that i could tell you i'd tell a tale sure to make you smile if i had a wish that i could wish for you i'd make a wish for sunshine all the while sunshine on my shoulders - makes me happy sunshine in my eyes - can make me cry sunshine on the water - looks so lovely sunshine almost always - makes me high sunshine almost all the times makes me high sunshine almost always

quarta-feira, 27 de maio de 2009

IN MY TIME OF DYING... apenas um "estado de espírito"...

Na hora do meu fim, nao quero ninguem de luto Só o que eu quero que faça, é levar meu corpo para casa Para que assim eu morra sossegado Jesus fará a minha cama final Venha a mim Jesus, venha a mim Venha a mim no meio do espaço Se minhas asas falharem, Senhor, Por favor venha a mim com um novo par Para que assim eu morra sossegado Jesus o fará…alguém Jesus o fará Jesus o fará a minha cama final Oh, Sao Pedro, nos portoes do céu Deixe-me entrar Eu nunca fiz mal algum, eu nunca fiz nada errado Oh Gabriel, deixe-me tocar sua trombeta Deixe-me tocar sua trombeta Oh, eu nunca fiz, nunca fiz mal algum Eu só fui jovem assim uma unica vez Eu nunca pensei Que faria mal a alguem Nunhuma vez Oh, eu fiz bem a alguem Algo bem a alguem Oh, eu fiz bem a alguem Eu devo ter feito bem a alguem E eu os vejo nas ruas E os os vejo no campo E eu os escuto, gritando aos meus pés E eu sei que esta é a realidade Oh, Senhor, livrai-me Tudo de mal que eu fiz Podes livrar-me, Senhor Eu só queria um pouco de diversao Escute os anjos marchando, escute as marchas Escute eles marchando Escute eles marchando, as marchas Oh meu Jesus Oh, nao faças a minha morte, morte, morte

quinta-feira, 21 de maio de 2009

ProMeuConsumo!

Têm coisas que tem seu valor Avaliado em quilates, em cifras e fins E outras não têm o apreço Nem pagam o preço que valem pra mim Tenho uma velha saudade Que levo comigo por ser companheira E que aos olhos dos outros Parecem desgostos por ser tão caseira Não deixo as coisas que eu gosto  Perdidas aos olhos de quem procurar Mas olho o mundo na volta Achando outra coisa que eu possa gostar Tenho amigos que o tempo Por ser indelével, jamais separou E ao mesmo tempo revejo As marcas de ausência que ele me deixou.. Carrego nas costas meu mundo E junto umas coisas que me fazem bem Fazendo da minha janela Imenso horizonte, como me convém Das vozes dos outros eu levo a palavra Dos sonhos eu tiro a razão Dos olhos dos outros eu vejo os meus erros Das tantas saudades eu guardo a paixão Sempre que eu quero, revejo meus dias E as coisas que eu posso, eu mudo ou arrumo Mas deixo bem quietas as boas lembranças Vidinha que é minha, só pra o meu consumo...

lirics... gujo teixeira e luiz marenco                      photo... luciano

sábado, 9 de maio de 2009

Canto para minha morte

Eu sei que determinada rua que eu já passei Não tornará a ouvir o som dos meus passos. Tem uma revista que eu guardo há muitos anos E que nunca mais eu vou abrir. Cada vez que eu me despeço de uma pessoa Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez A morte, surda, caminha ao meu lado E eu não sei em que esquina ela vai me beijar Com que rosto ela virá? Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer? Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque? Na música que eu deixei para compor amanhã? Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro? Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada, E que está em algum lugar me esperando Embora eu ainda não a conheça? Vou te encontrar vestida de cetim, Pois em qualquer lugar esperas só por mim E no teu beijo provar o gosto estranho Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar Vem, mas demore a chegar. Eu te detesto e amo morte, morte, morte Que talvez seja o segredo desta vida Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida Qual será a forma da minha morte? Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida. Existem tantas... Um acidente de carro. O coração que se recusa abater no próximo minuto, A anestesia mal aplicada, A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe, Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio... Oh morte, tu que és tão forte, Que matas o gato, o rato e o homem. Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva E que a erva alimente outro homem como eu Porque eu continuarei neste homem, Nos meus filhos, na palavra rude Que eu disse para alguém que não gostava E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite... Vou te encontrar vestida de cetim, Pois em qualquer lugar esperas só por mim E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar Vem, mas demore a chegar. Eu te detesto e amo morte, morte, morte Que talvez seja o segredo desta vida Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

 

 

Paulo Coelho/Raul Seixas

Raul Seixas/Paulo Coelho

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Homem de 30!!!!!!

Quase que eu fui pro buraco
Por pouco nao fui morar no porão
Dancei mas não sei não
tive cuidado
De ter os pés quase sempre no chão
E a cabeça voando como se voa na imaginação
Longe do resto do bando
Mas sempre perto do meu coração
Depois de algum tempo nisso
Indo no fundo e voltando pra ver
Eu me descubro, amor, dentro do vício
Maravilhosamente a renascer. . .
Amando a vida como ama
o entalhador um pedaço de pau
o pescador o seu rio
e o sofredor sua mulher fatal
Hoje com os olhos mais claros
olhando as coisas como as coisas são
Eu me desenho, amor, como se pinta um quadro novo com o brilho e a cor
De todo homem de trinta. . . Trinta moleques que o tempo criou
E muito embora eu nao sinta
Eu sei que eu sou o que eu fui e o que sou
Tenho almoçado e jantado
Tenho tomado café da manhã
Barra pesada não, muito obrigado
Tenho levado uma vida sã
Tenho tomado algumas
E tenho amado uma mesma mulher
Eu tenho andado sem turma
Mas solitário eu sei que nao dá pé. . .
photos by luciano
lirics: Sergio Sampaio, o peota maldito

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Pappo Napolitano/Aeroblus

Ultimamente tenho escutado muito rock latino americano, de primeiríssima qualidade...

Essa banda me foi presenteada, em parte, pelo meu amigo Pedrão.. . O presente foi o disco do AEROBLUS... Uma cacetada!!!! O crédito não é meu. Peguei o texto do whiplash.net.

"Como? O Papa morreu num acidente de moto???" perguntei ao meu amigo, espantado não tanto pela morte do Sumo Pontífice, algo que já era aguardado e de fato aconteceria alguns dias mais tarde, mas sim pela maneira inusitada como ocorrera, e também por ele ter me ligado para dar esta notícia, que com certeza inundaria a mídia em milésimos de segundo.


"Não, tou falando do Pappo, do Aeroblus", disse-me. Silenciei por um minuto, enquanto muita coisa desconexa passava pelo meu cérebro. Desliguei o telefone, dizendo que mais tarde ligaria para tratar de outros assuntos, e fui confirmar tal notícia na internet. Sim, infelizmente era verdade. Liguei para outro amigo que mandou de volta a mesma pergunta que fiz: "Hã? O Papa perdeu a vida em um acidente de moto???"

Por mais que vasculhe minha memória não me lembro do nome da loja, tampouco do solícito lojista que me apresentou ao Rock Argentino há muitos anos, sequer sei como fui parar lá, afinal estávamos numa ruelazinhado bairro de Pinheiros (SP), e que hoje eu sinceramente não sei dizer onde fica...

O que me recordo é que quando entrei os falantes estavam despejando um som muito interessante, que eu nunca tinha ouvido em minha vida, e cantado em castelhano. Perguntei o que era, e o cara da loja sacou um LP debaixo do balcão, que trazia um carro ou algo parecido na frente e três sujeitos na contracapa, creditado a uma banda chamada "Aeroblus".

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"Caramba, que paulada!" pensei comigo, não necessariamente com estas palavras. Disse para rolar todo o álbum, que bateu a tal ponto que deixei de vasculhar as estantes de discos para me concentrar no que estava ouvindo. Perguntei quanto custava o LP, mas ele respondeu que não estava à venda, era de seu acervo particular, comentando inclusive que o baterista era um brasileiro que conhecia pessoalmente. Insisti diversas vezes, fiz algumas ofertas generosas, mas ele permaneceu irredutível. No fim das contas o convenci a pelo menos gravar uma fitinha K7, não iria sair dali sem aquele material em mãos.

Enquanto o disco ia sendo pirateado, ele me falava sobre zilhões de bandas argentinas das quais nunca ouvira falar, me fazendo sentir um roqueiro totalmente ignorante, desinformado. Como estava de passagem por Sampa, combinei que voltaria no futuro para conhecer outras coisas. Tinha no fundo uma esperança de conseguir comprar o disco, porém nunca mais voltei e perdi totalmente o contato.

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Anos mais tarde, entrando na Medusa (Galeria do Rock de SP), dou de cara com um exemplar em CD que parecia estar me esperando. Catei rapidamente o bichinho e falei para o Ray (dono da loja): "embrulha!"

A esta altura do campeonato já conhecera outros trabalhos não apenas da Argentina mas também do Uruguai, Chile, Peru, etc. Muita coisa interessante foi produzida na América Latina, aliás no quesito "hardão setentista" nossos vizinhos vencem de goleada, tendo a pátria de Maradona legado inúmeras bandas que em maior ou menos grau rezaram a cartilha do Blues/Rock pesado, tais como Manal, Cuero, Pappo's Blues, Color Humano, El Reloj, Montes, etc.

Porém, nenhuma delas me causou tanto impacto quanto o "Aeroblus", que considero um dos grandes trabalhos do hard setentista, aliás um dos discos mais pesados feitos nos 70's por qualquer banda em qualquer parte do mundo!

Pena que parte dos roqueiros brazucas sejam imbecilmente reticentes em relação à produção dos nossos vizinhos - houve uma ocasião em que tentei mostrar o Aeroblus para um amigo, que quando viu se tratar de uma banda da Argentina, disse que não queria nem ouvir, pois não gosta do pessoal de lá - idiotice cúbica...

Mas é fato consumado que antes da chegada da internet existia uma certa dificuldade - pelo menos aqui no sudeste - de se obter mais informações sobre nuestros hermanos, tanto que até Leopoldo Rey e Gilles Philipe, duas pessoas que entendiam do assunto, disseram no "Livro Negro do Rock" que o Pappo havia lançado "várias dezenas" de discos nos anos setenta, algo que, conforme veremos na biografia reduzidíssima que segue abaixo, não condiz com a verdade.


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Pappo, cujo nome real era Norberto Pappo Napolitano, começou sua trajetória na música ainda no final dos anos sessenta, tocando em uma das primeiras formações do LOS ABUELOS DE LA NADA, com o qual registra apenas um compacto. Pouco tempo depois participa de alguns álbuns do LOS GATOS, além de ocasionalmente tocar com o LA PESADA DEL ROCK & ROLL e o lendário MANAL, considerada uma das maiores bandas de Rock da Argentina.

Mas somente na década seguinte é que ele formaria um dos maiores combos roqueiros da América Latina: o PAPPO'S BLUES, com o qual registra sete maravilhosos trabalhos entre 1971 e 1978, além de outros posteriores.

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Inicialmente o power-trio contava com Pappo no vocal e guitarra, David Lebon no baixo e Black Amaya na bateria, formação esta que registraria os dois primeiros discos, chamados apenas "Pappo's Blues" de 1971 e "Pappo's Blues - Volumen 2", de 1972.

No ano seguinte é a vez do "Pappo's Blues - Volumen 3", trazendo Machi no baixo e Pomo na bateria. Pessoalmente, este é meu álbum preferido desta fase, pela seqüência "Stratocaser Boodie"/ "Pajaro Metyalico"/ "Sucio y Desprolijo" e "El Sur De La Ciudad", e talvez pelo fato de ser o primeiro registrado totalmente em estéreo (o disco de 1971 é mono, mas conta com excelentes composições, incluindo uma que considero uma verdadeira pérola: "A Donde Esta La Libertad").

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Por aí percebe-se que a qualidade de gravação destes álbuns não é exatamente um primor - o próprio Aeroblus carece de uma produção mais cuidadosa, na realidade o som do próprio CD dito "remasterizado" é um tanto quanto tosco, mas não nos esqueçamos que não apenas no Brasil as coisas eram um tanto quanto complicadas para os roqueiros cabeludos, barbudos e mal encarados da época...

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Lebon e Amaya retornam para o álbum de 1974, um trabalho talvez um pouco mais calcado no Blues que os antecessores, mas que, como bem notou meu amigo Eduardo "Buss" na biografia feita para o Planeta Stoner"Pappo conseguiu fazer blues rock cantado em espanhol nos anos 70. E não soa piegas - ouvindo Pappo, o blues parece ser um ritmo genuinamente latino(...)Particularmente, o acho uma perfeita versão latina de RORY GALLAGHER. No 4º álbum do Pappo's Blues, de 1974, gravou uma música chamada 'Festa Cervezal'. A letra é simples e tem tudo a ver com o rock and roll, falando em sair tomar umas cervejas com os amigos para agüentar o calor do verão. É um bom exemplo do blues rock pesado característico da banda: básico e bem executado. Essa música em particular lembra a fase mais 'arena' ou 'cocaína' do Gallagher, apesar do título".

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Em 1975 é a vez do "Triangulo", cujo título quebra a hegemonia dos antecessores, além de contar com uma sonoridade um pouco mais experimental, trazendo Daniel Eduardo "Fanta" Beaudoux no baixo e Eduardo Garbagnati na bateria. E neste ano o guitarrista resolve viajar para a Europa, onde permanece por dois anos, tendo excursionado com PETER GREEN, dentre outros. Nesta época, Pappo chega a tocar com Lemmy, pouco antes do nascimento do MOTÖRHEAD - por sinal, em uma entrevista datada do ano passado (2004), o baixista disse que chegou a cogitar um convite para o guitarrista integrar a banda que estava montando, mas problemas com a imigração fizeram com que a idéia fosse abandonada...

Neste meio tempo, havia sido lançado na Argentina o "Volumen 6", trazendo material inédito registrado nas sessões do disco anterior, mas aparentemente a banda havia chego ao fim.


Já comentei em outras ocasiões, até aqui mesmo na coluna, que infelizmente nenhuma banda brazuca digna de ser chamada "hardão setentista" deixou registro sonoro gravado (pelo menos até onde sei), e que o mais próximo seria justamente o "Aeroblus", que conta com uma verdadeira lenda do nosso Rock: Rolando Castelo Júnior, que participou do primeiro disco do MADE IN BRAZIL e depois foi um dos fundadores do PATRULHA DO ESPAÇO, que está na ativa até hoje.

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Para quem não conhece, Júnior é a verdadeira personificação do rock'n'roller: um cara simples, despojado, com o qual é possível tomar umas cervejas num bar trocando idéia como se fosse um sujeito qualquer, enquanto vamos ouvindo as histórias que somente aqueles com décadas de estrada têm para contar.

Conversei uma vez com ele sobre o Aeroblus, e o que ele me contou (até onde me lembro, muitas cervas já haviam sido degustadas...) é praticamente a mesma coisa que ele disse para meu caríssimo cumpadre Dárcio, em entrevista ao Mutantes On Line, e que reproduzo abaixo:

Mutantes On Line: Como surgiu a oportunidade de tocar com o Pappo e o Medina no Aeroblus? Você já estava radicado na Argentina na época ou foi chamado somente para este projeto?

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Júnior: "O convite veio via Alejandro Medina, que seria o baixista do Aeroblus, a quem eu já conhecia há algum tempo, pois ele havia morado no Rio de Janeiro e foi lá que o conheci em 74 ou 75. O trabalho musical dele eu já conhecia de antes via discos, e quando ele veio para São Paulo eu eventualmente o via na cena roqueira local. No final de 1976 eu havia voltado dos EUA e o Alejandro me procurou com a proposta de tocarmos com o Pappo, que já se encontrava aqui em São Paulo, em um sítio perto de Campo Limpo Paulista. Eu também já conhecia o trabalho do Pappo via disco e a possibilidade de tocar com dois ídolos meus foi irrecusável e lá fomos nós. Após alguns ensaios no tal sítio, fomos para Buenos Aires".

Mutantes On Line: "O pessoal tem muita curiosidade em saber se há alguma gravação ao vivo dessa época - se é que vocês chegaram a fazer shows - e em caso positivo, se existe a possibilidade disto ser editado no futuro?"

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Júnior: "Fizemos muitos shows em Buenos Aires, que é uma cidade linda e gigante, chegamos a tocar em três lugares diferentes na mesma noite e tudo isso foi muito bom e legal. O Aeroblus lançou um vinil que recentemente foi relançado em três edições diferente em CD e também em coletâneas de rock argentino. Quanto às gravações, o que há, que por sinal está comigo, é uma gravação péssima feita da platéia de parte do 1º show da banda no teatro 'Premier' em Buenos Aires. Tenho também já um pouco mais audível o primeiro ensaio do Aeroblus no tal sítio em 'Sampa' e o filet-mignon que é uma fita ao vivo de todo o repertório da banda nos estúdios da Phillips em Buenos Aires, em dois canais. Há ali material que não saiu em CD e vinil, e apesar de antiga a fita é maravilhosa. Mas não creio que isso seja lançado no futuro, ao menos oficialmente, mas quem sabe, vamos ver? Seria legal que os temas inéditos e 'jams', saíssem junto com o material oficial".

O único trabalho do Aeroblus foi gravado em maio de 1977 em Buenos Aires, e o trio original chegou a se apresentar algumas vezes por lá, até que Júnior teve de voltar ao Brasil, e o projeto foi por água abaixo.


Pappo e Medina então se juntam ao baterista Darío Fernández e registram o "Volumen 7", tendo o guitarrista seguido para a Europa, onde ficaria até 1980, inclusive excursionando por seis meses com a banda de Peter Green!

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De volta ao seu país natal, Pappo monta o RIFF, uma banda de Heavy Metal oitentista com influências de AC/DC, MOTÖRHEAD e JUDAS PRIEST, tanto na sonoridade quanto no visual, banda com o qual registraria mais de uma dezena de discos intercalados entre trabalhos solo, parcerias diversas e álbuns creditados ao PAPPO'S BLUES.

Além disso, Pappo gravaria em 1985 um álbum com o PATRULHA DO ESPAÇO, o "Patrulha 85"; eis novamente o relato de Júnior, desta vez extraído do encarte do "Dossiê Vol.3": (...) "Quando o ano chegava aos seus meses finais e com a aproximação do Rock In Rio, saímos da letargia. Havia uma remotíssima possibilidade de participar do mega evento, apesar da banda estar no hangar, nossas bases e alguns contatos de maior nível nos instigavam a sair à luta, novamente pintava uma esperança. E dessa vez um contato feito com um empresário argentino assinalava também a presença no Rio de Janeiro de um velho conhecido e guitar-hero dos pampas, o Pappo, um mito na sua terra e com o qual eu havia tocado junto em 1977 na Argentina com o "Aeroblus", e que inclusive fez um show com a Patrulha em 1979 em São Caetano, São Paulo".

"Nesse meio tempo, Pappo tinha estourado mais uma vez na Argentina com uma banda chamada 'Riff'. Com o fim do 'Riff', Pappo veio ao Rio de Janeiro para tentar montar algo. Depois de um show no 'Circo Voador' com o Celso Blues Boy, uma máfia de editores argentinos que editavam no Brasil as revistas 'Roll' e 'Metal' tentavam armar para que ele tocasse com o Barão Vermelho no Rock In Rio. Eu sabia que tal empreitada era roubada e impossível. Assim que Pappo se ligou da patifaria, pintou a idéia de juntarmos as forças e de tentar algo com o Patrulha. A distância Rio/São Paulo era um obstáculo, mas depois de algumas viagens e acertos transferimos a operação para São Paulo, começamos a ensaiar e a compor rapidamente, agendamos com o Luiz (Calanca) da Baratos a gravação de novo material no estúdio Vice-Versa".

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"Tudo corria velozmente e em fevereiro de 1985 entramos no estúdio para gravar o nosso quinto disco. Com a entrada do Pappo, o som ficou mais pesado, e como ele é um soberbo guitarrista o som ficou como sempre sonháramos. Mas nosso sangue de roqueiro nos empurrava para o lado oposto do momento. Mais uma vez dissemos foda-se e em três dias gravamos três temas: 'Robot', 'Olho Animal' e 'Mulher Fácil'. O quarto tema gravado, 'Deus Devorador', foi composto e gravado no terceiro dia no estúdio e feito em um take".

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"Com as quatro músicas gravadas, o Pappo voltou a Buenos Aires para cuidar de negócios pendentes e mandar para o Brasil alguns amplificadores 'Marshall' que ele tinha e que aqui eram objeto de desejo e sonho de todos os músicos e bandas. Algumas semanas transcorreram-se, nas quais colocamos as vozes das músicas gravadas. Quando o Pappo retornou para São Paulo, os amplificadores que haviam ido para o Rio de Janeiro estavam presos na aduana por uma cagada burocrática. Lá fomos nós tentar recuperá-los, mas os impostos e o 'imbróglio' alfandegário criado fizeram com que os amplificadores acabassem sendo vendidos para se salvar alguns dólares. Foi uma grande perda financeira e material que abalou totalmente os ânimos do Pappo e nosso. Isso somado a uma milionária proposta para o retorno de sua banda 'Riff' aos palcos argentinos fez com que déssemos um basta ao trabalho que vínhamos realizando. O Pappo retorno a Buenos Aires e nós resolvemos recolher a nave da Patrulha mais uma vez ao hangar".
(...)


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Nos anos noventa, ninguém menos que B.B.KING ficou maravilhado ao conferir Pappo durante uma turnê na Argentina, e acabou por convidar o guitarrista para subir ao palco durante uma apresentação no Madison Square Garden de Nova Iorque!

Ao contrário de Júnior e outros músicos brazucas, Pappo sempre foi respeitado e admirado na Argentina, basta uma simples conferida no El Sítio Del Pappo para se constatar que as novas gerações, senão todas mas ao menos boa parte, valorizam seus heróis.

Infelizmente, no dia 24 de fevereiro de 2005, este herói, que estava pilotando sua Harley numa estrada próxima à localidade de Luján, na Argentina, perdeu a vida após ser literalmente atropelado por um carro em alta velocidade.

Fica aqui então registrada a singela homenagem de um humilde fã brazuca, que vez por outra, tal qual rolou naquele longínquo dia naquela lojinha, coloca o Aeroblues prá rolar e ainda se emociona - e muito - toda vez que os falantes começam a despejar uma profusão de riffs, acompanhados de um baixo marcante e uma bateria furiosa, seguidos de um vocal cantado em castelhano...

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(...)"El rock es una expresión musical que no tiene nada que ver con el resto de las cosas"(...)

(...)"Soy un guitarrista de blues, me gusta tocar rock ‘n’roll y vine a este mundo para eso".

Norberto "Pappo" Napolitano * 1950 + 2005